II FESTIVAL INTERNACIONAL DE TECNOXAMANISMO

De 20 a 27 de Novembro de 2016
Aldeia Barra Velha e Aldeia Pará – Caraíva – BA – Brasil

INSCREVA-SE

Quando? De 20 a 27 de Novembro de 2016Onde? Aldeia Barra Velha e Aldeia Pará – Caraíva – BA – Brasil

Quanto? No mínimo R$ 200,00

Vagas limitadas!!

A produção do II Festival Internacional de Tecnoxamanismo surge com o desejo de potencializar os conhecimentos e práticas produzidas durante o I Festival em 2014, assim como durante os vários encontros, vivências e projetos que o sucederam. Tem como prioridade o fortalecimento da rede de tecnoxamanismo e o fortalecimento da conexão entre redes indígenas e não indígenas.

Desde de 2008 temos desenvolvido encontros ou projetos com os Pataxós do Sul da Bahia, através de encontros como Bailux, metareciclagem, submidialogia e I Festival internacional de Tecnoxamanismo. Por conta disso, ao chegarmos em Arraial d’Ajuda e Caraíva para negociar o local de realização do II Festival, a comunidade indígena da Aldeia Pará já estava decidida – queriam o segundo festival de tecnoxamanismo dentro da própria comunidade. A partir desse desejo dos parentes sentimos a abertura para abraçar as demandas desse território de encontro. Focamos então na nossa contrapartida, que é a construção de banheiros secos, uma necessidade urgente da comunidade e a partida deles, é nos receber, nos levar para conhecer melhor suas Terras e cultura.

Para conhecer mais sobre os Pataxós, aqui: https://outrastribos.wordpress.com/pataxo/

COMO SERÁ O FESTIVAL:

A partir dessa convocatória aberta, as pessoas da rede ou interessados poderão se inscrever e propor projetos e ideias a serem desenvolvidos na aldeia durante os 7 dias do festival. Aqui:

INSCRIÇÃO

Faremos uma seleção desses projetos, priorizando conteúdos que conversem com a) desenvolvimento tecnológico (cultura maker, faça você mesmo, conserto de equipamento eletrônico, desenvolvimento de circuitos, instalação de rádio, hackerismo, etc) e b) práticas da Terra  (medicina alternativa, horta, rituais indígenas e tecnoxamânicos, permacultura, agrofloresta, tenda de curas, etc).

Obs: A seleção dos projetos não indica perda de inscrição, é só uma forma de avaliar projetos que estejam em consonância com as demandas da comunidade pataxó.

A organização do festival já está comprometida com 5 projetos a serem desenvolvidos durante todo esse ano principalmente durante o mês de novembro na aldeia Pará e Barra Velha – interessados podem colocar na inscrição seu interesse.1- Agrofloresta, Permacultura, Horta comunitária, Bioconstrução
(Jonatan Sola, Sue Nhamãndu e Marcio Patzinger)2- Curso de mídia e áudio-visual
(Tamara Gigliotti e Fernando Gregório)3- Produção de Curso (extensão) de Tecnoxamanismo pela UNEB – Universidade Estadual da Bahia – conexão indígena e não indígena.
(Marcio Junqueira e Fabiane M. Borges)

4- Baobáxia – Instalação de redes MUCUA, Resgate de Memória e Arquivo digital da cultura pataxó, produção de material áudiovisual entre aldeias.
(Carsten Agger e Luiza Soh)

5- Instalação de uma rádio-web na Escola Indígena Pataxó Barra Velha –
Fabiane M Borges e Pedro Parrachia;

 

O Festival terá um formato imersivo, convivência direta entre a rede de tecnoxamanismo e a comunidade indígena. Teremos cursos e vivências propostas por indígenas e não indígenas.

Os projetos enviados na inscrição serão organizados por afinidades, e os proponentes poderão atuar coletivamente em consonância com a estrutura local e seus interesses. Serão avaliados até 80 projetos, que poderão vir de diferentes aldeias, cidades e países. Aqueles que não tiverem interesse em propor projeto, podem participar das propostas em andamento (os 5 já propostos pela rede).

Haverá convocação para grupos indígenas de diversas Aldeias Pataxós e outras etnias, para que se reúnam durante o Festival, afim de criar um espaço de discussão de temas pertinentes aos seus atuais processos, projetos, lutas, rituais, e também para que haja interação e troca com os demais participantes do Festival. Um dos objetivos desse encontro é convergir os trabalhos de indígenas e não indígenas.

Temos o interesse em aproximar alguns grupos locais de matriz africana, isso será feito através dessa convocatória aberta, direcionada para esses grupos.

Faremos reuniões para elaborar um símbolo para o encontro, que todas as pessoas podem sugerir e participar. Queremos criar algo que exponha o conceito desse festival, a saber: resistência e rede no antropoceno.

Toda inscrição e seleção será feita através desse registro

A partir dos projetos recebidos será feita a grade de organização.

Não será feito pagamento de passagens ou honorários. Os participantes serão responsáveis por suas idas e vindas, assim como será dada prioridade a pessoas que estejam dispostas a fazer um investimento de no mínimo R$ 200,00, pois teremos gastos com alimentação, hospedagem na aldeia, deslocamento intra aldeias e aldeia-cidade, manutenção, compra de equipamentos necessários para o festival, materiais eletrônicos, sementes, instrumentos de agricultura, eletricidade, etc. A organização do Festival se compromete a divulgar e apoiar iniciativas que busquem gerar recursos para deslocamentos e participações coletivas.

É importante lembrar que esse festival é feito por nós mesmos, sem apoio governamental ou de edital.

ATENÇÃO – PARA VC TER EM MENTE:

Em reunião com lideranças e comunidades pataxós foram levantadas algumas questões de extrema importância:

1- Participantes ficarão na casa das pessoas da comunidade – ou em barracas ou em quartos, conforme demanda local. É importante trazer barraca – lençóis – travesseiro – ou saco de dormir;

2- Crianças são bem vindas – desde que com seus responsáveis;

3- Haverá pontos de encontros coletivos: laboratórios, cozinha, espaço de lazer, tenda de cura, entre outros;

4- O festival se compromete a dar gratuitamente 3 refeições diárias – A alimentação será produzida por participantes do próprio festival, a ser organizado por dia no local;

5- O deslocamento é difícil, temos que contar com os moto-taxis locais (da comunidade), ou ônibus duas vezes por dia até Caraíva;

6- É importante levar kit completo: barraca, lençóis, cobertores, redes, repelentes, anti-alérgicos, roupas, higiene pessoal;

7- Os supermercados e farmácias são distantes da aldeia – se toma medicamento melhor levar com vc, assim como coisas importantes de uso pessoal.

 

Importante: O festival não tem fins lucrativos, trabalha com colaboração e com o máximo de respeito à cultura indígena que o recebe.

 

Para saber mais sobre o I Festival de Tecnoxamanismo

1º Festival Internacional de Tecnoxamanismo

Projeto de longa duração realizado na Aldeia Pará (por Jonatan Sola – Integrante da rede de tecnoxamanismo e da organização do II Festival)

LOCALIZAÇÃO DO II FESTIVAL INTERNACIONAL DE TECNOXAMANISMO

O Barato é louco e o processo é lento!!! Vai com calma!!

2 rotas possíveis :

1) Porto Seguro – Eunapolis – Barra Velha.

De Porto Seguro para Eunapolis tem ônibus com muita frequência + – 20R$ trajeto 1h
De Eunápolis para Barra velha tem 1 ônibus por dia – 14h

Obs. A viajem por Eunápolis é muito mais longo mais tem 2 vantagens:

A 80m da rodoviária de Eunápolis tem o Atacadão onde se pode fazer compras econômicas, e você pode parar em Barra Velha, que fica a 4 km da Aldeia Pará. teremos mototaxis indo e vindo nos dias do Festival.

 

2) Porto Seguro / balsa – Caraíva – Barra Velha / Pará
Este caminho é mais curto e pictoresco porém mais dificultoso.

De Porto Seguro ir para a balsa (do aeroporto cerca de R$ 25,00 ou pegar van). Atravessar a balsa. Ao chegar em Arraial pegar ônibus até Caraívas (7hs e 15 hs – R$20,00 – trajeto 2h  e meia a 3h).
De Caraíva atravessar a canoa (R$ 5,00)  pegar mototaxi ou ônibus até Aldeia Barra Velha ou direto na Aldeia Pará.

Moto táxi a Pará R$ 15,00

Buggi R$ 50,00 por pessoa

Ônibus escolares e de linha
Caminhando uns 12 km.

 

Outras opções:

Transfer do aeroporto Caraíva ( é bem mais caro – averiguar preços).
Passar a noite em arraial (+ festa) ou Trancoso, mais tranquilo porém maravilhoso.

 

PARCERIAS:

Aldeia Barra Velha e Aldeia Pará (Pataxó)
Reserva Pataxó da Jaqueira
Rede de Tecnoxamanismo (universalis)