tcnxmnsm in Aarhus University

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Conversation around technoshamanism in the center of Digital Living Research Commons in the Department of Information Studies & Digital Design at the University of Aarhus.

We talked about the traditions of festivals before the festivals of technoshamanism, such as Brazilian tactical media, Digitofagy, Submidialogy, MSST (Satellitless Movement), etc. We presented the Baobáxia and the indigenous / quilombola struggles in the city and the countryside. The aesthetic manifestations of encounters of technoshamanism as well as ideas about free or postcolonial thoughts, ancestorfuturism and new Subjective territories.

Organized by Martin Brynskov and Elyzabeth Joy Holford (directors of the departament and hacklab) and colaborators as Kata Börönte, Winnie Soon and Kristoffer Thyrrestrup and students of the departament. Connection and introduction of Carsten Agger, with the participation of Fabiane M. Borges, Raisa Inocêncio e Ariane Stolfi.

Facebook of DLRC: Digital Living Research Commons

Facebook event: Technoshamanism at the DLRC

PHOTOS:

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VIDEO:

 

 

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review – tcnxmnsm in aarhus – denmark/2017

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In 12 of August of 2017 we did the second meeting of technoshamanism in Aarhus/ Denmark, here is the open call “Technoshamanism in Aarhus, Rethinking ancestrality and technology” (2017).

The first one was in november of 2014 with the name “technomagic and technoshamanism meeting in Aarhus“. It was made at the Open Space, a hacker space in Aarhus.

The second one was made at Dome of Visions,  a ecological geodesic located in the region of Port of Aarhus, supported by a group of eco-activists. The meeting was organized by Carsten Agger with  Ariane Stolfi, Fabiane M. Borges and Raisa Inocêncio. With the participation of: Amalia FonfaraRune Hjarno RasmussenWinnie Soon and Sebastian Tranekær. Here you can see the complete programme.

First, we did a radio discussion, after performance/ritual presentations, in the end a jam session of voice, noise with analogical and digital instruments, Smoking and clay bath.

AUDIO (by Finetanks): https://archive.org/details/II-tcnxmnsm-aarhus

PHOTOS (by Domo of Visions):

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VIDEOS (by tcnxmsnm):

Part 1:

Part 2:

 

“The venue was really beautiful and well-equipped, its staff was helpful
and people in the audience were friendly and interested. Everything went
completely smoothly and according to plan, and the final ritual was
wonderful with its combination of Arab flute, drumming, noise and visual
performance. All in all a wonderful event.” (Carsten Agger)

“I think it was really instructive and incredibly cool to be with people who have so much knowledge and passion about the subjects they are dealing with. Communication seems to be the focal point, and there was a great willingness to let people express their minds.” (Sebastian Tranekær)

“The meeting was very diverse, the afternoon with speeches and discussion of some topics linked to the network of technoshamanism, such as self-organization, decolonization of thought, then we discussed technology and future cyborg and at the end we talked about noise and feminism. Ritual open with the participation of other people and was very curious to see the engagement, – it was a rite of rock!! ” (Raisa Inocêncio)”

It was so nice to see Aarhus again, this dome of vision is really special place, thank you to all of you!! We did just one day of meeting and we could not listen everybody, but I am sure it is just the beginning!!! I agree with Raisa, it was a rite of rock-noise. (Fabiane M. Borges)

Visita à Aldeia Pará

Fomos até a Aldeia Barra Velha e Aldeia Pará no Sul da Bahia para organizar junto com os pataxós, o II Festival Internacional de Tecnoxamanismo – que será feito em novembro/2016 na Aldeia Pará.

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Na Aldeia Pará

por Fabiane M. Borges

Estou aqui na Terra do Descobrimento, com essa dor no peito, essa sensação de impotência. Falta de poder. Mas como o poder se sustenta? Não é exatamente com a subalternidade dos outros? Que poder se tem quando não se tem/se pode/se deseja subalternos?

Estou aqui na Terra do Descobrimento fazendo as conexões com os grupos locais e com as comunidades indígenas pataxós para organizarmos o II Festival Internacional de Tecnoxamanismo. Eles decidiram que querem que seja lá. Mas precisamente o pessoal da Aldeia Pará, onde Jonatan Sola desenvolveu a agrofloresta e os instrumentalizou para salvar nascentes. Onde conhecemos Mãe Coruja, mãe de Akurinã e mais uns quantos. Ela não se converteu a Jesus Cristo, nem se autto-intitula pajé. Mas é pajé. E todo mundo sabe. Mas continua essa dor no peito. A impotência diante das expulsões de terras que os pataxós continuam sofrendo. Tantos anos de resistência. Mestres em sobrevivência. Eles estavam por aqui quando apareceram as primeiras caravelas. Foram uns dos primeiros grupos indígenas a enfrentarem os Europeus. 500 anos depois eles continuam aqui, sobrevivendo, na criação de cultura e língua própria.

Depois do massacre de 1951, quando a aldeia mãe foi dizimada, quando cada grupo, família ou indivíduo teve que sair às pressas da sua aldeia, se esconder na mata por dias, enfrentar o mar, fugir para Minas Gerais, pensou-se que enfim eles iriam dispersar-se e que o território não seria mais pataxó. Ledo engano. Eles voltaram. Voltaram sem língua, sem lembrar dos cânticos, mentindo que eram japoneses, bolivianos, qualquer coisa que não soasse pataxó, esqueceram a língua mãe. O trauma engoliu a língua dos pataxós. E mesmo assim eles voltaram.

Eles voltaram sem língua mas determinados, queremos ser índios de novo. O mundo de dispersão não trouxe nada de bom, talvez para alguns, mas para a maioria não. Juntos são mais fortes, faz mais sentido. “Não deixa o samba morrer”. E aqui estão, plantados na terra, com seus pés de raíz daninha. Ervas daninhas, atrapalhando a paisagem de um dos litorais mais belos do país. Mas os lanbisgóias nunca desistem. E não desistirão tão cedo, de intrometer-se naquelas terras para fazer resortes e plantar eucaliptos. Muito dessa região já é feita de paisagem de eucalipto.

Assisti uma cena que foi muito bonita. No awe pataxó (ritual feito todas as sextas feiras), houveram duas incoporações, e as mulheres possuídas falaram na língua antiga. Aquela que eles não tem mais acesso. Isso emocionou todos aqueles que estavam presentes na sessão. Que não são tantos assim, são poucos, já que muitos não vão para o awê porque se converteram a Jesus Cristo. Naquela área, mais precisamente na Aldeia Barra velha, tem mais ou menos 6 igrejas evangélicas, inclusive com pastores indígenas, e eles disputam a metafísica.

Na Aldeia Pará, 6 km da Aldeia Barra Velha, ainda se pode encontrar um pensamento mágico exuberante. Os banhos. As lendas. As cantorias. A beira do rio. Todas as histórias da mãe coruja e outras mães, alinhavadeiras, fazedora de cauim e mandioca. Todas elas, junto com professores da Escola, com jovens da cultura pataxó, disseram para ser lá o II Festival de tecnoxamanismo, e assim será.

Dois mundos que se encontram… disputando atenção com a ingreja evangélica, mas principalmente, cumprindo o papel que nos pediram e que aceitamos: 1 rádio para a comunidade, reativar o centro de computadores, fazer 15 banheiros secos, e fazer os rituais coletivos. O resto, está em andamento. No meio do caminho Mãe Coruja adoeceu. Mas esperamos que já melhore.

Visita à Aldeia Guarani Tekoá Pyau

Em fevereiro de 2016 alguns membros da rede Tecnoxamanismo, Tamara Gigliotti, Fernando Gregório e Marcelo Braz fizeram uma visita à Aldeia Tekoá Pyau, da tribo Guarani Mbyá que vive ao redor do Pico do Jaraguá, na zona oeste da cidade de São Paulo. A tribo está dividida entre duas pequenas aldeias, separadas entre si por uma via de asfalto. Sônia (Ara Mirim) recebeu os visitantes e apresentou a eles a aldeia, mostrando o Ceci – Centro de Educação e Cultura Indígena (Escola Pública Municipal), o posto de Saúde e a Casa de Reza, onde realizam seus rituais. La, entre uma pitada no cachimbo e outra, falou sobre sua tribo, contou histórias sobre a aldeia, sobre a ação violenta dos bandeirantes e a atual situação da demarcação de terras da região onde vivem, além de também citar as belezas do pico do Jaraguá, ficando um convite para voltar. Na Casa de Reza Braz também compartilhou histórias, contando sobre sua ascendência indígena.

Para saber mais informações sobre a situação dos índios Guarani o documentário “Atrás da Pedra | Resistência Tekoa Guarani” produzido em 2015 e dirigido por Thiago Carvalho, com roteiro de Tais Oliveira e produção de Guilherme Queiroz, aborda a luta e resistência dos índios Guarani Mbyá pela demarcação de terras nas aldeias do bairro Jaraguá. O documentário, que faz um registro das aldeias e mostra um ano decisivo na vida dos índios, está disponível no youtube através do link  https://www.youtube.com/watch?v=-AcpNB1vFP4

 

Segue algumas fotos da visita à aldeia

Archives of Technoshamanism meeting Berlin/2016

Convocation: https://tecnoxamanismo.wordpress.com/2016/02/17/technoshamanism-meeting-in-berlin-19-202016/

Open Call: https://openport-b.titanpad.com/3

Radio program: https://archive.org/details/technoshamanism-meeting-berlin-2016

Photos: https://www.flickr.com/photos/22405820@N08/albums/72157665017559186

Baobáxia Channel videos/audios/fotos:  http://baobaxia.modspil.dk/#mocambos/hyndla/bbx/search/Tecnoxamanismo%20em%20Berl%C3%ADm

Videos:

Video 1 – NANO (Nucleus of art and New Organisms) in the Technoshamanism Meeting in Berlin – 2016 http://www.nano.eba.ufrj.br

 

Video 2 – Dissolution – Alchemy Process – Martin Howse

Video 3 – Raspberry robot workshop and installation  with Peggy Sylopp

 

Video 4 – 30 minutes of Do It Yourself Ritual –

Tecnoxamanismo, Ficção e Ruidocracia na Casa Nuvem – 30/06 e 01/07 de 2015

Rede Tecnoxamanismo e Casa Nuvem convidam para uma jornada de ritual, ecosofia, geobiologia, artivismo, tecnologia “do it yourself” e conhecimentos ancestrofuturistas. Tudo feito em doses alquímicas nos laboratórios de gambiarras eletrônicas, tecnológicas, bicicletas de noise e antenagem para sintonizar frequências, energias e mistérios. Em um tempo em que a civilização humana mostra evidentes sinais de fracasso, novos meios de coexistência precisam ser incorporados.

Convocatóriahttp://tecnoxamanismo.metareciclagem.org/doku.php?id=tecnoxamanismo_na_nuvem_-_as_voltas_com_a_ficcao_e_a_ruidocracia_-_rio_de_janeiro_junho_e_julho_2015

Fotos: https://www.flickr.com/photos/22405820@N08/albums/72157655518443326

Rádio: Rádio Clitóris com BrunaZ:

1º dia – https://archive.org/details/tecnoxamanismo-casanuvem-primeiro-dia

1. Espectro livre – Rafael Diniz e Thiago Novaes

2. Tecnomagia e Tecnoxamanismo (livros e temáticas relacionadas) Adriano Belisário; Fabiane M. Borges

4. Viagem por entre movimentos campesinos e ecológicos pela América desde o México ao Sul – Caravana Climática

5. Entropia, Criptografia, Anonimato e Liberdade, Dark Web – Lucas Teixeira e Fernanda Shirakawa

 

2º diahttps://archive.org/details/tecnoxamanismo-casanuvem-segundo-dia_201507

1- Movimento dos Sem Satélites – Bruno Vianna;

2- Permacultura e Horta Urbana – Oka Cultural Timburibá Arte e Afins

3- Baobáxia, uma rede intranet independente e colaborativa entre comunidades quilombolas – Carsten Agger

4- CarnavalTech – experiências interativas, alegóricas, tradição e inovacão no Carnaval- Lívia Diniz

5- Descolonização da Cabeça de 1500 à 2015 – Anapuáka Muniz Tupinamba

Reportagem: Revista Piauí – http://revistapiaui.estadao.com.br/materia/transes-urbanos/

 

Vídeos:

Amanda Flou – Preparação dxs coiotes

 

Rafael Frazão e Victor Guerra (tecnoxamanismo no Beco do Rato

 

Oficina NANO/UFRJ – (Nucleo de Arte e Novos Organismos)

INflexos_TranScuerpo –

 

Facebook – https://www.facebook.com/events/742910662484301/

Tecnoxamanismo na Casa Luz – Sampa

Rádio – https://archive.org/details/tecnoxamanismo-casa-luz-sampa

Fotos – https://www.flickr.com/photos/22405820@N08/albums/72157660932436874

Video –

Obrigada a Belas Ko e Pilantröpóv Pausãnias pela participação/recepção, as apresentações foram lindas, valeu todo mundo,Sonia Barbosa – liderança guarani , participação especial da cosmogonia guarani e o estado de poesia!!

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