Hamadríade Súcubo- Encontro de TCNXMNSM _SP

Meta-performance Sue Nhamandu Guima San eletrofitologia Milze Kali perfuração Paloma Klisys Projeçõe raizes urbanas Fluxs Paulinho laz3r_ e atmosfera luminosa

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Tranz_3xpecyfy(cydades) e hiperflu(xos) _ídos

 

Por Sue Nhamandu

 

Meta-performance: Guima San eletrofitologia, Milze Kali perfuração Paloma Klisys Projeções raizes urbanas Fluxos Paulinho laz3r_ e atmosfera luminosa, Proposição e Corpo Sue Nhamandu.

Foto: Rafael Frazão

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“ como prodígios de beleza , poetizando sobre a maneira como as plantas atraem os insetos a se insinuarem por seus órgãos genitais para beber o néctar oculto e assim deixar no estigma   de suas pétalas o pólen fecundante trazido das anteras de alguma flor distante” Tompkins e Bird A vida secreta das plantas

 

Meu CID  é transtorno de identidade de espécie, a traz_especificidade é o que há de libertário na transgenética. Mas a plantinha é uma performer?Existe espécie mais tech que as plantas?Quem vai querer o copyright do meu corpo, ainda não nasceu. Quando penso em Marcel Vogel, nas telas de cristais líquidos, fica ainda mais indissociável a característica ancestral, e futurística das plantas com sua internet de fungos na terra. Tompkins narra em  A vida secreta das plantas um instante decisivo no curso de Vogel na IBM sobre criatividade, quando um de seus alunos lhe entrega um artigo de Backster nomeado “ As plantas têm emoções?” a princípio reticente com a possibilidade de charlatanismo ele cede aos experimentos, e chega a conclusões similares entre elas  que as plantas reagem aflitas a atos de violência reais ou ameaças cometidos contra elas. Vogel fica particularmente excitado com a ideia de armazenar energia psíquica, ou até mesmo descobrir o momento exato registrável em que uma planta se comunica com um ser humano. “ a interação do filodendro e Vogel pareceu-lhe análoga á do encontro de amantes”

 

As plantas não só captam emoções como emanam forças energéticas que nos são benéficas e absorvem as que irradiamos se beneficiando. “ O sentimento de hostilidade , de negativismo, numa audiência, comenta Vogel, é umas das barreiras à comunicação efetiva(com as plantas)” Certa vez Vogel recebeu um grupo de psicólogos céticos e programadores de computador, o grupo conversa por mais de uma hora, sobre os assuntos mais variados sem obter resposta das plantas. “ Quando todos já estavam convencidos de que tudo não passava de tapeação, um deles sugeriu:  “ Que tal falarmos de sexo?” Para surpresa geral, a planta deu sinal de si e a ponta que traçava o gráfico começou oscilar ferozmente” (pág 43) Partindo dessa informação que a planta reage ao orgônio, ele sugere que os ritos de fertilidade sobre a semeadura provavelmente estimulavam mesmo  crescimento das plantas. A resposta psico-galvânica não existe apenas nas plantas, mas pessoas com poderes meditativos também possuem grande comunicação espectro eletromagnética.

 

Vogel acreditava que suas pesquisas com plantas podiam levar crianças a aprenderem amar. A infância é uma etapa imune a idéias pré-concebidas , Vogel queria desenvolver a percepção intensa das forças invisíveis nas crianças. Porque com elas e com pessoas em estado medidativo a comunicação com as plantas se dá de forma clara e evidente.

 

Nunca desejei ter um piercing. Embora faça performances de auto-mutilação com fogo a perfuração sempre me causou aflição, sobretudo, nos seios. Quando comecei estudar a pós-pornografia em uma performance da Diana Torres ouvi “ el dolor como terapia”, e percebi que essa característica era presente na minha existência. O texto do Foucault, na verdade a entrevista ética do cuidado de si onde a experimentação com a  sexualidade evidentemente aparece como uma forma de prática de liberdade; somado a possibilidade de praticar o pornoterrorismo, me despertaram o desejo de transmutar um aflição em gozo. O exercício auto proposto de transformar afetos, e experimentar com meu erotismo fizeram a sexualidade como manifestação da criação artística um território de radicalidade na minha existência.

 

Passei a me masturbar diariamente pra um vídeo de perfuração no seios que achei no youtube, fazia-o até gozar e ejacular. Embora no primeiro mês retraisse os músculos, aflitasse com a língua o som de “ffsss” e me arrepiasse os pêlos, no final de um mês eu ficava molhada só de ligar o video, e no fim de 4 meses a ideia de gozar com a perfuração já me era possível. Embora tenha temido não conseguir até o instante exato do ato.E dado a consciência real da dor, hoje acredito ser necessário repetir a preparação para tornar a repetição da proposição da meta-performance possível em um segundo fenômeno performático.

 

A persona que o cavalo-corpo recebe pra viver o estado performático, é a Dríade Súcubo, uma mistura de entidades de mitologias distintas num movimento tcnxmniko de  cosmogonia livre. A entidade demoníaca feminina que invade os sonhos dos homens roubar seu esperma e sua energia vital( uma lenda medieval, que facilitaria a queima de bruxas na renascença) e que nomeia a morfologia botânica na parte específica do talo em que as folhas se encontram, nas hepáticas folhosas; e da entidade ninfa da mitologia grega, que habita os bosques que nasce e morre com a árvore a qual está conectada.

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foto Guima San

Acho conveniente ressaltar que a caça às bruxas é um período político feminicida que foi necessário para a instauração do heterocapitalismo através da matança de mulheres muitas  curandeiras, e ou matriarcas , e parteiras. Com finalidade clara de extinguir tecnologias rituais e de relacionamento. Além de garantir a medicalização dos partos e poder aos médicos. Bem como a categorização da mulher como a primeira classe social, a classe reprodutora que vai, gerar e criar os filhos de um único pater, bem como gerenciar todos os afazeres domésticos de forma gratuita e invisível, servindo de prêmio de consolação por tanto a operário que terá sua mais valia afanada na indústria. O controle patriarcal heterocapitalista é o controle da natureza e da mulher.

 

O Queer como sabemos é um termo originalmente ofensivo, que performativou, e hoje inclui uma infinidade de culturas do universo LGBTTI. Neste contexto se encontram a drag tranimal Hamadríade Súcubo, se insere com tonalidades surrealistas no ambiente queer. Uma ficção de corpo expandido que dialoga com a realidade especulativa da nanotecnologia e a revolução que significa a trans-especificidade no transhumanismo pra discussão tão batida das binaridades de gênero.

 

O conceito de indivíduo é mays  uma  das ficções nas quais nos inserimos, e que às vezes chamamos arbitrariamente de realidade. Ou seja, a realidade é uma ficção dominante. Os processos de ressignificação linguísticas oferecem ferramentas de alianças de resistência. O sujeito é um modelo de subjetividade liberal e marxista, de relações antagônicas entre produção e reprodução, um sujeito autônomo, progressista, heroico e militante. O oposto é o corpo radicalmente dependente, que só se constroi em relações. O sujeito é uma ficção liberal. Onde o corpo sujeito vulnerável ameaçado é sempre uma constituição relacional arquiteturada pra garantir a hegemonia do Mesmo apoiado pelas necropolíticas capitalistas.

 

10§ Nas culturas subalternas de resistência contra a dominação da normalização,  somos constituídos historicamente como experimentadores de tecnologias de produção de subjetividades. E  justamente por termos sido relegados às margens, temos que inventar outras técnicas de produção de subjetividades. Essas técnicas de produção de subjetividade são  muito importante pra saber agenciar os novos desafios de como construir a vida coletiva em nosso contexto econômico. Uma política transfeminista-hacker, que se opõe ao contexto geopolítico econômico tradicional que não se pergunta o que é identidade, mas como funciona? E como poderia funcionar de outro modo? Me interessa, portanto, conceituar a identidade como um código aberto do qual podemos nos apropriar coletivamente. E que não é uma identidade como essência ou arché, nem  como objetivo da ação política. Mas somente um dos códigos nos quais podemos intervir.

 

11§ A proposição meta-performática só foi possível graças  a  magia tecnológica da eletrofitologia do Guima San, e das tecnologia de perfuração da Milze Kali, e a estética favorecida pelo atmosfera luminosa do Paulinhos Fluxos, com frases lazer lascivas projetadas na cidade xanificando o falo do prédio do banespa. Um movimento sempre mágico são os encontros que rede do tcnxmnsm proporciona. Territótrios efémeros de alta produção cultural e troca de saberes. A plantinha escolhida pelo Guima tinha uma linda beringelinha, um enorme grelo, sua reações geravam luz e noise respondendo a ressonância mórfica psíquica de todos os presentes. São comunicações sensíveis por outras linguagens criando uma sinfonia afetiva, de um novo erotismo por construir.

 

“ A verdadeira matriz da vida humana é o relvado de que se veste a Mãe Terra.”

Technoshamanism and Wasted Ontologies

em rede

Interview with Fabiane M. Borges published on May 21, 20171

By Bia Martins and Reynaldo Carvalho Translated by Carsten Agger

Pdf download here: tecnoshamanism and wasted ontologies – interview

In a state of permanent warfare and fierce disputes over visions of the future, technoshamanism emerges as a resistance and as an endeavour to influence contemporary thinking, technological production, scientific questions, and everyday practices. This is how the Brazilian Ph.D. in clinical psychology, researcher and essayist Fabiane M. Borges presents this international network of collaboration which unites academics, activists, indigenous people and many more people who are interested in a search for ideas and practices which go beyond the instrumental logic of capital. In this interview with Em Rede, she elaborates her reflections on technoshamanism as platform for producing knowledge and indicates some of the experiences that were made in this context.

 

At first, technology and shamanism seem like contradictory notions or at least difficult to combine. The first refers to the instrumental rationalism that underlies an unstoppable developmentalist project. The second makes you think of indigenous worldviews, healing rituals and altered states of consciousness. What is the result of this combination?

In a text that I wrote for the magazine Geni2 in 2015, I said this: that techno + shamanism has three quite evident meanings:

  1. The technology of shamanism (shamanism seen as a technology for the production of knowledge);

  2. The shamanism of technology (the pursuit of shamanic powers through the use of technology);

  3. The combination of these two fields of knowledge historically obstructed by the Church and later by science, especially in the transition from the Middle Ages to the Renaissance.

Each of these meanings unfolds into many others, but here is an attempt to discuss each one:

1) When we perceive shamanism not as tribal religions or as the beliefs of archaic people (as is still very common) but as a technology of knowledge production, we radically change the perception of its meaning. The studies of e.g. ayahuasca shows that intensified states of consciousness produces a kind of experience which reshapes the state of the body, broadening the spectrum of sensation, affection, and perception. These “plants of power” are probably that which brings us closest to the “magical thinking” of native communities and consequently to the shamanic consciousness e– that is, to that alternative ontology, as Eduardo Viveiros de Castro alerts us when he refers to the Amerindian ontology in his book Cannibal Metaphysics3, or Davi Kopenawa with his shamanic education with yakoana, as described in The Falling Sky4. It is obviously not only through plants of power that we can access this ontology, but they are a portal which draws us singularly near this way of seeing the world, life itself. Here, we should consider the hypotheses of Jeremy Narby in his The Cosmic Serpent: DNA and origins of knowledge where he explains that the indigenous knowledge of herbs, roots and medicine arises partly from dreams and from the effects of entheogens.

When I say that shamanism is a technology of knowledge production, it is because it has its own methods for constructing narratives, mythologies, medicine and healing as well as for collecting data and creating artifacts and modes of existence, among other things. So this is neither ancient history nor obsolete – it lives on, pervading our technological and mass media controlled societies and becoming gradually more appreciated, especially since the 1960s where ecological movements, contact with traditional communities and ways of life as well as with psychoactive substances all became popular, sometimes because of the struggles of these communities and sometimes because of an increased interest in mainstream society. A question arose: If we were to recuperate these wasted ontologies with the help of these surviving communities and of our own ruins of narratives and experiences, would we not be broadening the spectrum of technology itself to other issues and questions?

2) The shamanism of technology. It is said that such theories as parallel universes, string theory and quantum physics, among others, bring us closer to the shamanic ontology than to the theological/capitalist ontology which guides current technological production. But although this current technology is geared towards war, pervasive control and towards over-exploitation of human, terrestrial and extra-terrestrial resources, we still possess a speculative, curious and procedural technology which seeks to construct hypotheses and open interpretations which are not necessarily committed to the logic of capital (this is the meaning of the free software, DIY and open source movements in the late 20th and early 21st century).

We are very interested in this speculative technology, since in some ways it represents a link to the lost ancestral knowledge. This leads us directly to point 3) which is the conjunction of technology with shamanism. And here I am thinking of an archeology or anarcheology, since in the search for a historical connection between the two, many things may also be freely invented (hyperstition). As I have explained in other texts, such as the Seminal Thoughts for a Possible Technoshamanism or Ancestrofuturism – Free Cosmogony – Rituals DIY, there was a Catholic and after a Protestant theological effort against these ancestral knowledges, a historical inhibition that became more evident during the transition from the Middle Ages to the Renaissance with its inquisitions, bonfires, prisons, torture and demands for retraction. The technology which was originally a part of popular tradition and needs passed through a purification, a monotheist Christian refinement, and adhered to these precepts in order to survive.

In his book La comunidad de los espectros5, Fabián Ludueña Romandini discusses this link between science and Catholicism/protestantism, culminating in a science that was structurally oriented towards becoming God, hence its tendency to omnipresence, omnipotence and omniscience. Its link to capital is widely discussed by Silvia Federici in her book Caliban and the Witch6, who states that the massacre against witches, healers, sorcerers, heretics and all who did not conform to the precepts of the church was performed in order to clear the way for the introduction of industrial society and capitalism. So two things must be taken into account here: first, that there has been a violent decimation of ancestral knowledge throughout Europe and its colonial extensions and secondly, that the relationship between science/technology and the wasted ontologies was sundered in favor of a Christian theological metaphysics.

Faced with this, techno + shamanism is an articulation which tries to consider this historical trauma, these lost yet not annihilated leftovers, and to recover (and reinvent) points of connection between technology and wasted ontologies, which in our case we call shamanism since it represents something preceding the construction of the monotheisms and because it is more connected to the processes of planet Earth, at least according to the readings that interest us. But there are several other networks and groups that use similar terms and allow other readings such as techno + magic, cyber + spirituality, techno + animism and gnoise (gnosis + noise), among others, all talking about more or less the same issues.

The result of this mixture is improbable. It functions as a resistance, an awakening, an attempt to influence contemporary thinking, technological practices, scientific questions as well as everyday practices. These are tension vectors that drive a change in the modes of existence and of relation to the Earth and the Cosmos, applied to the point where people are currently, causing them to associate with other communities with similar aspirations or desiring to expand their knowledge. These changes are gradually taking shape, whether with clay or silicium technology. But the thing is crazy, the process is slow and the enemy is enormous. Given the current level of political contention that we are currently experiencing in Brazil, associations and partnerships with traditional communities, be they indigenous, afro-Brazilian, Roma, aboriginal or activist settlements (the MST7 and its mystique), seems to make perfect sense. It is a political renewal mixed with ancestorfuturist worldviews.

You’ve pointed out that conceptually technoshamanism functions as a utopian, dystopian and entropic network of collaboration. What does this mean in practice?

Fundamentally, we find ourselves in a state of constant war, a fierce dispute between different visions of the future, between social and political ontologies and between nature and technology. In this sense, technoshamanism manifests itself as yet another contemporary network which tries to analyze, position itself with respect to and intervene in this context. It is configured as a utopian network because it harbors visionary germs of liberty, autonomy, equality of gender, ethnicity, class and people and of balance between the environment and society that have hitherto characterized revolutionary movements. It is dystopian because at the same time it includes a nihilistic and depressive vision which sees no way out of capitalism, is disillusioned by neoliberalism and feels itself trapped by the project of total, global control launched by the world’s owners. It sees a nebulous future without freedom, with all of nature destroyed, more competition and poverty, privation and social oppression. And it is entropic because it inhabits this paradoxical set of forces and maintains an improbable noise – its perpetual noisecracy, its state of disorganization and insecurity is continuous and is constantly recombining itself. Its improbability is its dynamism. It is within this regime of utopia, dystopia and entropy that it promotes its ideas and practices, which are sometimes convergent and sometimes divergent.

In practice, this manifests itself in individual and collective projects, be they virtual or face-to-face and in the tendencies that are generated from these. Nobody is a network, people are in it from time to time according to necessities, desires, possibilities, etc.

This network’s meetings take place in different countries, mainly in South America and Europe. Can you give some examples of experiences and knowledge which were transferred between these territories?

Some examples: Tech people who come from the European countries to the tecnoshamanism festivals and return doing permaculture and uniting with groups in their own countries in order to create collective rituals very close to the indigenous ones or collective mobilization for construction, inspired by the indigenous mutirão. Installation of agroforestry in a basically extractivist indigenous territory organized by foreigners or non-indigenous Brazilians working together with indigenous people. The implementation of an intranet system (peer-to-peer network) within indigenous territory (Baobáxia). Confluence of various types of healing practices in healing tents created during encounters and festivals, ranging from indigenous to oriental practices, from afro-Brazilian to electronic rituals, from Buddhist meditation to the herb bath of Brazilian healers, all of this creating generative spontaneous states where knowledge is exchanged and is subsequently transferred to different places or countries. Indigenous and non-indigenous bioconstructor’s knowledge of adobe, converging in collective construction work in MST’s squatted lands (this project is for the next steps). Artistic media practices, performance, live cinema, projection, music, and so on, that are passed on to groups that know nothing about this. In the end, technoshamanism is an immersive and experiential platform for exchanging knowledge. All of this is very much derived from the experiences of other networks and movements such as tactical media, Digital Culture, homeless and landless (ACMSTC, Integração Sem Posse) movements, submediology, metareciclagem, LGBTQ, Bricolabs, and many others. In the technoshamanism book, published in 2016, there are several practices that can serve as a reference.

Technoshamanism arose from networks linked to collaborative movements such as Free Software and Do It Yourself with the same demands for freedom and autonomy in relation to science and technology. To what extent has it proposed new interventions or new kinds of production in these fields? Can you give an example?

First is important to say that these movements of free software and DIY have changed. They have been mixed up with the neoliberal program, whether we’re talking about corporate software or about the makers, even though both movements remain active and are still spaces of invention. In the encounters and festivals, we are going as far is possible, considers our precarious nature, lack of dedicated funding or support from economically stronger institutions, we rely mainly on the knowledge of the participants of the network, which come into action in the places. I also know of cases where the festivals inspired the formation of groups of people who returned to their cities and continued to do work related to technological issues, whether in the countryside, in computer technology, and in art as well. Technoshamanism serves to inspire and perhaps empower projects that already function, but which technoshamanism endorses and excites.

I think that a fairly representative example is the agroforest, the Baobáxia system and the web radio Aratu that we implemented with the Pataxó in the Pará village. It is an exhange and simultanously a resistance that points to the question of collaboration and autonomy, remembering that all the processes of this planet are interdependent and that autonomy is really a path, an ideal which only works pragmatically and to the extent that it’s possible to practice it. So we’re crawling in that direction. There are networks and processes much more advanced.

What we’d like to see is the Pataxó village Pará (home of the II International Festival of Technoshamanism), to take one example, with food autonomy and exuberant agroforests and wellsprings, with media and technological autonomy and very soon with autonomous energy. We’d like to see that not just for the Pataxó, but for all the groups in the network (at least). But that depends a lot on time, investment and financing, because these things may seem cheap, but they aren’t. We should remember that corporations, entrepreneurs and land-owners are concentrating their forces on these indigenous villages and encouraging projects that go totally against all of this, that is, applying pressure in order to take their land, incorporate them in the corporate productive system and turn them into low-paid workers, etc.

In May 2017 we met with the Terra Vista Settlement in Arataca (Bahia, Brazil). They invited the leaders of the Pataxó village to become part of the Web of Peoples8 which has this exact project of technological and alimentary autonomy and I see this as a kind of continuation of the proposals which were generated in community meetings in the Pará village during the preparations for the II International Festival of Technoshamanism. Everything depends on an insistent and frequent change in the more structural strata of desire. And when we understand that TV channels like the Globo network reach all these territories, we see the necessity of opening other channels of information and education.

Do you believe that insurgent knowledge and anti-hegemonic epistemologies should gradually take up more space in the universities or is it better for them to remain in the margin?

In a conversation with Joelson, leader of the MST in the Terra Vista settlement he gave the following hint, which was decisive for me: “Technoshamanism is neither the beginning nor the end, it is a medium.” His suggestion is that as a medium, technoshamanism possesses a space of articulation, which rather than answering questions of genesis and purpose functions as a space of interlocution, for making connections, uniting focal points, leveraging movements, expanding concepts and practices concerning itself and other movements – that is, it plays in the middle of the field and facilitates processes.

As yet another network in the “middle”, it negotiates sometimes within institutions and sometimes outside them, sometimes inside academia and sometimes outside it. Since it consists of people from the most diverse areas, it manifests itself in the day to day life of its members. Some work in academia, some in healing, others in a pizzeria. That is, the network is everywhere where its participants are. I particularly like it when we do the festivals autonomously, deciding what to do and how to do it with the people who invite us and we don’t have to do favors or do anything in return for the institutions. But this is not to say that it will always be like that. In fact, the expenses of those who organize the meetings are large and unsustainable. Sometimes the network will be more independent, sometimes more dependent. What it can’t do is stagnate because of the lack of possibilities. Crowdfunding has been an interesting way out, but it’s not enough. It’s necessary sometimes to form partnerships with organizations such as universities so the thing can continue moving in a more consistent and prolonged form, because it’s difficult to rely on people’s good will alone – projects stagnate because they lack the resources.

4Davi Kopenawa and Bruce Albert, The Falling Sky, Belknap Press (2013).

5 Fabián Ludueña, La comunidad de los espectros: Antropotecnia, Mino y Davila (2010).

6 Silvia Federici, Caliban and the Witch: Women, the Body and Primitive Accumulation. Brooklyn, NY: Autonomedia (2004). Available here: https://libcom.org/files/Caliban%20and%20the%20Witch.pdf

7MST, the “landless worker’s movement” is a social movement in Brazil that fights for workers’ access to land through demands for land reform and direct actions such as establishing settlements on occupied land.

TECNOXAMANISMO NO ESTÚDIO LÂMINA!! SÃO PAULO

14 de Junho de 2017 – Quarta Feira – Das 19 às 24 hs – Estúdio Lâmina

Av. São João, 108 – São Paulo!!!!

naaldeiapara   Foto: Ritual de Abertura do II Festival Internacional de Tecnoxamanismo na Aldeia Pará Pataxó –              Caraíva – Sul da Bahia.  By Rafael Frazão.
Mais um encontro tcnxmnsm em Sampa!! Dessa vez afim de aprofundar a relação da rede com a Aldeia Tekoa Pyau dos Guaranis Mbya situada no Pico do Jaraguá, na Zona Oeste da Capital.
 
Esse encontro tem como objetivo o lançamento de uma plataforma web de campanha permanente para a reserva.!!!
 
Já foram feitos alguns encontros entre os Guaranis Mbya e o tcnxmnsm como na Casa Luz, Instituto Goethe, e na própria Aldeia Tekoa Pyau
 
 
Dessa vez a ideia é colocar na roda os interesses mútuos, e afirmar o pacto de colaboração, que pode vir a se desdobrar em encontros virtuais e presenciais para troca de conhecimentos com a Aldeia!!
 
PARA A RÁDIO DEBATE:
 
Sue Nhamandu (Pornoklastia) – Thiago Pimentel (Cryptorave), Lívia Ascava (Ônibus Hacker), Gianni Puzzo (Anthares Multimeios), Pedro Parrachia (desenvolvedor da plataforma colaborativa) e Ara Mirin (Aldeia Tekoa Pyau) com a mediação de Rafael Frazão (Terra Ronca).
 
Depois da conversa vai ter apresentações da galera firmeza que sempre está junto com a gente nessas redes de arte/afeto/vida !!! performances, apresentações, shows e dj!!
 
PROGRAMAÇÃO PÓS RÁDIO DEBATE:
 
* OZ GUARANI (Rap Guarani )
* Macumba Hacker (Guilherme Pinkalsky)
* Ziyou – (Jovem Palerosi)
* Parada – (Rogério Borovik)
* Tranz(y) Plantx – Performance – Sue Nhamandu, Guima San, Marci Marci
* Vídeo Mapping (Rafael Frazão)
* Lab Luz (Paulinho Fluxus)
 
 
Investimento:
10$ foratemers justo
20$ foratemers abundante
5$ foratemers tô na pindaiba mas quero colaborar
 
Sua colaboração vai ajudar no transporte dos Guarani, da Aldeia até aqui!!
 
_͞_̶__O bar do Lâmina estará funcionando.
 
 
Para saber mais da rede de tecnoxamanismo – aqui: https://tecnoxamanismo.wordpress.com
 
#submidialogia #novastecnologiasrituaisdeencontro #genocídiodosparentes #cosmogonialivre #ancestrofuturismo #hiperstição #biohacking #pornoklastia #hackerismo #antropoceno #cyborguesia #criptografia

 

Pornoklastya em Diário de Viagem: Parteiras, curandeirismo, e sincretismo violento na terra do descobrimento: II Festival Internacional de Tecnoxamanismo por Sue Nhamandu.

Diário

Intro:

1§ A expulsão dos seriados na década de 80 é hoje uma tragédia repetida equivalente dos indígenas sendo desterrados pelo agronegócio. A memória do meio ambiente está na resistência da cultura dos povos. Um povo destituído de sua cultura, e do território em que pratica-la, expulsos de suas terras para as favelas das grandes cidades tão aumentam uma massa manipulável de pessoas muito pobre, mas meritocrata, que sobrevivem nas periferias.

2§ Hoje não temos um Chico Mendes, temos milhões, milhões de conscientes da luta contra os latifúndios. Os corpos vulneráveis ​​sem cuidado de si e do outro, somam multidões de minorias. É só entendido que a omissão a escolha da “justiça” semper conivente com os dominantes, para praticarmos novas ficções. Falta opinião. E engajamento com a justiça das causas defendidas, quando falamos de corpos falantes vulneráveis.

3§A pornoklastia se mover na luta sócio ambiental, como o ecopon de Anne Sprinkle, não por acaso, são corpos como margens que invetarão soluções para velhos problemas. Como um devevir perra de agenciamento e crises.

4§Aqui em território tupiniquim o vínculo da pornografia no tecnoxamanismo, num movimento claramente atropofágico, não é apenas uma busca de ancestralidade nos conhecimentos das partes, com uma contrapartida de informações sobre uma contracepção natural cientificamente selada, mas uma consciência do cuidado de si Do outro como uma ação intimamente vinculada com Gaia, uma delicadeza dos corpos falantes vulneráveis ​​e uma insurreição performática diante do antropoceno.

5§Todavia este texto tem uma função clara, ele é indistintamente um diário de viagem, caneta e papel uma revelação do sol e da chuva, Uma tecnologia primitiva de criação da tecnologia dos signos, uma viagem espiritual ao sincretismo violento do II Festival Internacional de Tcnxmsnm na Aldea Pará em Caraíva. 40 dias de mergulho em comunidades, cultura, pertença e herança pataxó.

Pós-diário

  • 1 A única tecnologia de registro que atinge o padrão II Festival Internacional de tecnoxamanismo para um diário de viagem, uma caneta preta, dois lápis e um apontador, tinha uma missão em mente conhecer como mães e suas linhas, primeiro de rapé, depois tudo ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,. Era um festival de possibilidades, mergulhado num “sincretismo violento” que me levou pra uma viagem dentro de mim, dois sonhos e fazer curandeirismo.
  • 2Não gosto de conviver muito tempo com muita gente, assim fugi muitas tardes pra casa de Currumuxa Jabuticaba, cujo camping nos abrigava, e onde me sentia acolhida bebendo tarrão com açúcar, ou chá de sassafrai e ouvindo músicas e histórias, a hospitalidde pataxó está vinculda A filosofia do riso e das resenhas que acolhe a todos- às vezes me escondia na barraca e escrevia por horas- .. Mãe Jabuticaba é quem guarda uma ciência do Kawin, que não gosta de risada, por isso é feito em solidão, com mandioca Já cozida, que tem um fermentar, sentimento de toma-lo sensações de uma ayahuasca, porém mais suaves, mais amorosa como uma Jurema, mas com menos efeitos de cor e claridade. Foi com ela que aprendi o primeiro rapé. Cada caderninho é fruto de muito tempo ouvindo estórias que me resgatavam parte da ancestralidade já tão perdida.
  • 3Foi indo uma manhã para uma casa que me caiu uma lagarta verde de patinhas vermelhas não braço, lagarta de caju, era tão linda que demorei um pouco tirá-la do braço, má idéia, era venenosa começou queimar tudo por onde estava caminhado, corri Pra minha bolsa de hipocondríaca limpei com álcool de arnica e passei um anti alérgico de pomada, queimou mais. Corri até Currumuxa Jabuticaba que me pegou um pote de uma pomada verde que em meio minuto tirou toda dor. Ao cuidar da queimadura de lagarta em meu braço com uma pomada de feitura sua, mãe Jabuticaba disse, uma outra menina que me chamava champanhe Currumuxa, é uma mãezinha, um sentimento que ganhe uma maçã naquela hora, o fogão a lenha, o tarrão (café) Com açucar. Foi na primeira semana na aldeia, depois das barracas terem encharcado com uma chuva trazida pelo Awe de recepção.
  • 4A primeira coisa que descobri com uma tempestades tropicais noturnas não Sul da Bahia. Me senti orgulhosa, já que até então vendo o mundo de ação ao meu redor estava me sentindo meio inutil com meu caderninho. Descobri ali -na terra do descobrimento-, que um caderno e filosofia são menos úteis que uma boa receita de pomada de ervas e uma fantasia com teto quando o assunto é sobrevivência, passei um todo dia de tarde recolher os galhetos caidos, para garantir uma Fogueira noturna, que em caso de chuva ou mosquitos, me traria conforto, afinal um dos temas de evento era antropoceno, Acho que Viveiros de Castro tem razão quando diz que só os índios sobreviveriam a uma catástrofe mundial. Mas uma coisa que eu sei fogo é um incêndio em dias quentes, e trazendo um afago em dias de chuva, nosso cérebro mamífero límbico se alimenta de fogo, como o neo-córtex de palavras.
  • 5 Assim migrava de casa de mãe em casa de mãe, de parteira em parteira, recebendo (e aprendendo) benzas e rezas, pra minha depressão que todas viam só de me olhar, mesmo eu sorrindo e me benziam, bem como o pajé que na Abertura da tenda de cura me deu uma reta longa e me explicou que por causa de muita dor no meu coração, resgatando minha ancestralidade e aprendendo sobre plantas de cura e rezas, e cantigas, por muitas tardes, numa peregrinação mergulhada no festival, mas distante de Indihis, na companhia cuidadosa das Currumuxas. O senso de comunidade pataxó era um flashmob que contagiou todos os presentes, mais de mil e quinhentos quilometros longe de onde nasci e cresci, na terra de meus antepassados, sentia paz, me sentia em casa, uma pequena barraca para dois, com uma comunidade Cheia de cozinhas acolhedoras com café e histórias,

6§ Se pataxó é bom de rir, é também um povo que chora, e perguntar a cada mãe, cada parte é o que é melhor para quem chora demais, uma era de resposta: “chorar, minha filha, deixa chorar”. Não se dissimula a vista de um lado, os pataxós não se esconde no porão do ser. Estar executando um diário de viagem em uma aldeia com pessoas de mais de 10 países é como parir um Catatau. O resultado mais mágico de um mergulho é ineficaz, pois é invisível para os olhos, mas eu posso deixar pro caro leitor como o ponto de vista das mães com algumas das poesias e intervenções linguísticas típicas da região pura Guimarães Rosa:

 

Currumuxa Jabuticaba

Maejabuticaba

Foto: Rafael Frazão

Quioo de galinha, Manjericão, alfazema, vai no rapé e no lambedor, saião vai so no lambedor. Mas também é bom pisar o sumo e botar pra felver, depoise coa, mistura sem óleo de coco pra pomada. Vai brotinho de aroeira, boldo, massafetti. Vai não tacho, na lenha, secar, pra depois pisar e fazer o pó Massagem ou broto de embaúba para puxar pus, e Jacapinha pra picada de cobra.

 

Como inventar mundos? Nota mental

 

Rape de Currumuxa Jabuticaba 

Quioo galinha, alfazema, mastruz, bola de frade para folhas, massafetti, brotinho de aroeira. Seca no tacho na lenha, pisa e faz o pó.

Pomada

Rape de Currumuxa Jabuticaba Quioo galinha, alfazema, mastruz, bola de frade para folhas, massafetti, brotinho de aroeira. + Jacapinha, saião, boldo no óleo de coco

Lambedor

Idem + sasafrai no mel

Insenso

Capim de aruanda, com amescla.

Kawin

Descasca mandioca, cozinha, rala. Mas você não precisa de uma risada, porque o kawin tem uma ciência

Remunganha ta na mata

Querendo manguta

So la que pego

Foi um tamanduá

Então, não pode ser imanguta

Biraifumo

Menta, capim de aruand, alecrim, noz moscada, salvia.

Girassol torrado com rizzo pra febre

 

Licor de Mangaba

Pisa mangaba, faz o suco, é tão ponha pra felver, pra apurar, mastigar ele bem não moedor de cana e coar no saco, não pode bater uma massa para fazer o licor.

Kitoko quer manguta iamã (vozinha a criança ta com fome)

‘Embarquei no resgate da minha ancestralidade, não quero me distrair, estou aprendendo a ser curandeira, queria ver um parto. Tenho que descobrir como chegar a uma casa de mãe Roxa, colocaria o celular pra despertar não é morrer com uma chuva “nota mental

Artemisia é bom pra sonhar

Nomayasu Pahú Bons sonhos

Agente precisa de um território para nossa cultura

Mãe Roxa (Ararimã-Edelzita dos Santos)

Maroxa

Acervo pessoal

 

Vou à casa de mãe Roxa caminhando da casa de sua filha, acompanhada de sua neta no passo, e de João, seu netinho, nos braços dela – ele não é de dar confiança pra indirry-. Cerca de 40 minutos de caminhada depois da ponte, do lado direito, afastado tanto do centro de pra quanto de Barra Velha, no intercaminho. Ao terminar de subir o pequeno caminho depois da porteira, cercado de ervas, chegamos ao seu quintal com mis ervas, e algumas arvores frutíferas. Passamos poucas tardes conversando, na verdade era um silencio de ambas, o som ao redor, e então as lembranças dela enchendo a tarde  de partos e ervas, acompanhando do ruindo do lápis sobre o papel.

Alfazema (uma arvore semelhante a anacalita), manjericão, alve santa (mastrusso), quioo cravo, fumo.

 

Banho

Preto velho, junco, comigo nenhum pode, bola de frade, quioo cravo, sal: dia de sexta-feira

 

Banho Pra dor de parto

Artimisia, folha de mangá, mentrasti, folha de fruta pão.

Massagem pra dor de parto

Mastiga ou sumo da artemísia pra assentar o bebe

Massagem depois do parto

Com summo de folha de aroeira

Chá de fé da terra amarga desincha o útero, ajeita por dentro

Banho e chá de fé da terra

Boldo com gerbo antes do café é bom pra dor

Maria preta com rizzo é purgante pra anemia

Cachimbo é capim de aruanda com tabaco.

Um cesto com amescla em dia de cesta por defumar a casa

Agua com amescla pra lavar bixiga e rin

Óleo de amêndoa assenta o bebe, abacaxi e criança que nasce de bunda, tem carca por baixo e empurrar.

Cozinha o ovo, coloca o sal em cima da gema oferece pra nossa senhora do bom parto e bebe o ovo quente

Mastruz com rizzzo é bom pra vere

Bola de fradi amarra barriga, não pode beber

Vassourinha de santa maria é bom chá pra pós

Quioo cravo no estomago

Fazer de 3 em 3 dias depois de 1 em 1.

Arrudinha do mato é boa pra menstruação com pimenta cuminho

Bater folha de amescla com aroeira sem leite da manha é bom pra dor

Manjericão é bom por câncer

Preto velho e um banho de sexta.

Preto velho vem da roça

Vem cansado

Toca fogo no cachimbo

Larga o cabo do machado

 

Purgante de rizzo com favaquinha limpa o útero depois do parto.

Fé da terra é bom para pra resguardo quebrado

Babosa é bom beber pro xixi do homem, bom pro cabelo e queimadura, com boldo e abacate é bom pros rins.

Urucum é bom pra sapinho

Guaco saião e erva de santa maria é pro pulmão

Placenta: companheiro

Gêmeos fraternos: mobaça

Só dar água pra gestante com tição de carvão aceso na água antes da hora que tá em parto

(na escola a professora as alunas do ensino médio acrescentaram:

tá di boi ou comoanheiro chico: menstruação

pinguelo: clitóris

Chá de guaru  pra quem menstrua a primeira vez, especialmente se um homem fizer o chá pra cólicas.

Bola de fradi pra não engravidar)

Pahoré: sonhador

Anere xorã sempre guerreiro

Rapé de mãe Coruja

Maecoruja

Foto: Rafael Frazão

Manjericão, mastruz, erva cidreira, olho de aroeira, catinga de mulata, arruda, alecrim, massafetti, imburana, nanoscarda (noz moscada)

Adeus sodade sodade

A despedida só é hoje]amanhã

Não pode ser

Esta na hora da partida

Adeus vou poder dizer

Dorme neném

Tenho o que fazer

Tem roupa pra lavar

Comida pra cozer

Piranha diz que chora o piranha deixa chorara o piranha

Bota a mão na cabeça

Oh piranha

Faz um remelecho

Oh piranha

Bota a mão na cintura

Oh piranha

Faz um sapateado

Oh piranha

Diga adeus seu namorado Oh piranha

Diga adeus seu namorado Oh piranha

Como é que tem passado?

Dá uma umbigada Oh piranha

A nódia da entrecasca de caju e de aroeira é cicatrizante de machucados.

Cardo santo com rizzo mata pneuminia torra, ai bate que nem batendo punheta pisa mesmo no pilão.

Algodão é bom pisar, por pra serenar e beber o chá pro cansaço

Favaquinha também tira cansaço

Nega mina o banho é bom pra derrame

Quenta maranhão também

Casco de tatu peba torrado e pisado também

O café beirão também tudo bom pra derrame e cansaço.

Purga do campo o banho é bom pra lergia, e beber limpa o sangue pra alergia também caga as tripa limpa até a boca do cú.

Massafeti é bom pra dor na barriga

Carrapicho é bom pra madinga feitiço.

Chá de hortelã miúdo com mastruz prós vermes.

Guiné é bom para o feitiço mandinga.

Teve uma cabana na caia de Zélia e Fermao, Fermao é o Ogan da aldeia Para. Fiz uma muquiça com dois camarões sem tomate sem cebola sem azeite sem limão . Apanhar de burduna não deve ser bom não.

Ramear faz parte de um Awé. Bamos ramear, solo uma rameada, afinal somos o no somos índios? Pataxó muka mukau muka mukau muka mukau

Pataxó Mayon Herne ou herdade mayonweremere Herton herton herton pataxó

Bons sonhos Pataxós -por Sue Nhamandu

Uma canção de kawatã-coração

Nomaysu pahu

Nomayasu pahu

Cumurita

Borocumã 4x

Cumurita Jocana baixu

Cumurita kitoki baixu

Cumurita kakuçu baixu

Cumurita Currumuxa

Borocumã 4x

Cumurita indirry baixu

Cumurita paheré baixu

Borocumã 4x

Nomayasu pahú, nomayasu pahú.

 

Installing Baobáxia at the II International Festival of Technoshamanism

By Carsten Agger – photos by Carsten Agger and Rafael Frazão

A scene from a short film created as part of the festival’s video workshop.

On November 9 2016, I and my son Johannes left Denmark for Brazil in order to co-organize and attend the II International Festival of Technoshamanism. You can read more about the background for this festival at the technoshamanism site as well as in previous posts on this blog.

Each participant in the festival was expected to propose an activity, and as one of the organizers I was no exception. The II International Festival of Technoshamanism took place in the Pataxó village Pará in the extreme south of the Brazilian state of Bahia, and my proposal was to install a working node (mucúa) of the Baobáxia system in the village. The purpose of this node is to act as an archive of the indigenous cultural production, a way yo protect and salvage the indigenous culture in electronic form for decades to come, and a way for the Pataxó to do so with complete ownership over the infrastructure as well as the content – independently of corporate and proprietary content-sharing sites such as Facebook and YouTube.

Who are the Pataxó?

Well, I’ve written about them before, after I participated in the first technoshamanism festival in 2014. The Pataxó are an indigenous people (what we sometimes call “Indians”, indeed they sometimes call themselves that) who live near the sea in the extreme south of the Brazilian state of Bahia. The Aldeia Pará (Pará Village) is located in what the Pataxó call their origin or Aldeia Mãe, the area from which they were all expelled in the massacre of 1951. It is situated far from everything in the middle of an indigenous reserve comprising some 8500 hectares and is home to some 69 families. The neighboring village of Barra Velha is located 5 km from Pará and has a population of about 400 families.

The Pataxó are an intelligent and open-minded people, and though they have not had much exposure to computers, they are very conscious of the potential of modern technology in the struggle for their culture and their land, which has been a constant factor in Pataxó life for several decades – not least given that many of their villages are threatened by expulsion. In October 2016, the village of Aratikum some 100 kilometers north of Pará was actually razed to the ground by the police in the service of local land owners.

Opening ritual in Akurinã Pataxó’s healing space.

The Pataxó’s motivation for hosting the event was to be able to exchange knowledge – to learn something from all us urban hackers and activists with our experience in free software and art and social movements, and to teach us something in the bargain. Each participant would propose an activity – a workshop, an art installation, a ritual, a performance, a talk – and would be free to participate in the other proposed activities. Among the activities proposed by the Pataxó were the festival’s opening and closing rituals, a healing tent, traditional Pataxó cooking, traditional body paint, fishing and hunting methods, the cultivation of manioc and manufacturing of manioc flour, musical sessions and the jogos indigenas, the indigenous sports games which took the form of a competition between Indians and non-Indians.

As I said, my proposal was to install a node of Baobáxia and – just as, or even more, important – give workshops in how to use and maintain the system (running on a dedicated Debian GNU/Linux server) themselves so it could be useful also after we left.

Technoshamanism, ancestrality and the Destructor

But if the Pataxó’s motivation for hosting the event was to make friends and allies and gain new knowledge, then what was our motivation for organizing it? And by “we” I mean a large group of people in the technoshamanism network, mainly but (obviously enough) not exclusively Brazilian: Fabi Borges, Jonatan Sola, Sue Nhamandu, Rafael Frazão, Fernando Gregório, Luiza Só, Rodrigo Krul and too many more to mention, apart from the many participants who arrived at the festival with similar motives and gave many outstanding contributions?

One thing is the connection of technoshamanism with reconnection – reconnecting with the Earth, reconnecting with the ancestral worldviews of the thousands of generations of people who lived close to the Earth in a mainly oral culture. The Pataxó live in a reserve where they can live well off the earth, they have a strong connection to their ancestral way of life as well as, quite literally, to their ancestors and other ancestral spirits, who often show up at their rituals. As such, the Pataxó have 500 years of experience in dealing with European colonizers and the usurping civilization, and they have developed an immense skill in navigating this kind of pressure without losing neither their independence nor their traditional culture.

As opposed to that, the norm in our cities is that of disintegration, not least of community spirit and ancestral culture. Traditional songs and tales which might have been handed down in subtly changing ways for hundreds or thousands of years are replaced with comic books and cinema, which are replaced with endless children’s TV shows, which as we grow up are replaced with “breaking news”, X Factor and a host of even more diluted and inane TV shows. Culture ceases to be something we do ourselves and do together, neighborhoods cease to be communities and the cultural divide even splits up the families, so that we end up as disjoint individuals in a sea of strangers who can only struggle to recreate something vaguely resembling a genuine community. Sometimes, of course, as in the case of many successful free software projects, genuinely succeeding.

In his recent novel “Jerusalem“, the writer and comic book author Alan Moore metaphorically describes this phenomenon, which he has experienced first hand in his home town of Northampton, as “the Destructor”. The Destructor was a garbage incinerator which for decades was actually and physically located in the poorest neighborhood in Northampton, reducing people’s life expectancy with at least ten years, its location a daily reminder to the inhabitants of the Boroughs of how little the rest of the city cared about them.

And yet the Boroughs was actually the oldest neighborhood in Northampton and home to a bafflingly rich, orally transmitted ancestral working class culture which was, after World War I and under the impression of the Russian revolution, deliberately crushed by city planning. According to Alan Moore, the policies which have disempowered modern Europeans by stripping us of our communities were deliberately inflicted. Moore describes the destructive effect on the communities with these words:

He saw a hundred old men and old women moved from the condemned homes where they’d raised their families, dumped in distant districts with nobody that they knew and failing to survive the transplant. By the dozen they keeled over on the well-lit stairs of their new houses; in the unfamiliar indoor toilets; onto their unprecedented fitted carpets; on the pillows of magnolia-painted bedrooms that they failed to wake to. Countless funerals fell into the Mayorhold’s fires, and furtive teenage love-affairs, and friendships between relocated children sent to different schools. Infants began to understand that they would probably now never marry the classmate they had been expecting to. All the connecting tissue, the affectations and associations, became cinders. (p. 731)

The Northampton neighborhood known as the Boroughs descended into complete misery and insecurity, containing the points of trade that “supplied the customers who drew the girls, who brought the pimps, who dealt the drugs, which bred the guns that shot the kids who lived in the house that crack built” (p. 691). But there’s a point in that – that kind of misery is very common in urbanized Brazil as well as in Europe, and a contact with people who still retain an orally transmitted culture and whose communities were never fragmented by the Destructor could teach us something about reconnecting, with the Earth and its spirits, with our natural spirituality and with true community.

The Festival area

As we arrived in Pará about November 14, our first job was to establish a good contact with the Pataxó, organize food for the event and start rigging the computers and other technical equipment.

As everybody else, we were camping in what was at first quite precarious conditions due to the heavy rainfall before the festival started.

Luckily, the Pataxó were very helpful and we managed to secure everything against the rain before the start of the festival on November 22.

Installing Baobáxia

Before our arrival, the Pataxó had built a completely new house for cultural production, in which they had placed four stationary computers they had received from the reservation’s Fisherman’s Association which originally got them from a government program. These four computers were quite old and had Windows installed. Our first task was to replace that with GNU/Linux.

Community Radio sending from the Pataxó Kijeme Cultural, home of the GNU/Linux computers

At first, our attempts at setting up the computers were haunted by technical difficulties. First of all, we were unable to get them to boot from USB drives, which meant we had to buy burnable CDs or DVDs. When we got them, we realized they could not really boot from the DVDs either due to our images being 64 bit, and these trusty old computers were actually 32 bit. We couldn’t use the Internet for troubleshooting since there was no Internet yet – it was supposed to arrive during the week before the festival, but the roads were closed because of the rain.

In the end, Pablo Vieira from the Assentamento Terravista near Ilhéus (with the microphone in the picture above) arrived, and as it turned out, he knows these computers very well; they can boot from USB if a rather obscure BIOS setting is enabled. In his pocket was a bootable USB with the most recent 32 bit Linux Mint, and everyone was happy and the computers were well prepared for the arrival of the Internet later that week.

The Internet arriving at Aldeia Pará. Pataxó warrior Txayhuã is painting festival organizer Fabi Borges while the operator’s car has stopped at the new culture house. Half an hour later, there was Internet.

I was not alone in the task of installing Baobáxia and giving workshops about it – Vincenzo Tozzi from the Mocambos network, Sicilian and founder of the Baobáxia project, joined the festival as well. Vince is a programmer and computer scientist and wrote a major part of the Baobáxia system himself, but he is really a philosopher of networks with important insights in the potential of free software and offline digital communications, and his presence was an invaluable contribution to the festival.

Vincenzo Tozzi from the Mocambos networks explains Baobáxia to village chief Ubiratã. Also listening are Pablo Vieira and Arapaty Pataxó.

Our two workshops in Baobáxia were a huge success, and especially the younger generation of the Pataxó showed a great interest in working with this technology. The Baobáxia node we installed is still active in the village and is still not connected to the Internet, but you can see the contents in its present degree of synchronization here.

What else was in the festival?

A lot of things.

Some very beautiful rituals:
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And video workshops, radio workshops, capoeira, samba in the church in honor of Saint Benedito, seed exchange, agroforestry, construction of dry composting toilets, radio production, discussions about the pros and cons of ecoturism, and much, much more. I might do a followup post on that, in the meantime let it be said that the festival was a unique experience and I’m very happy to be one of the people who made it happen.

TCNXMNSM NA TEIA DOS POVOS

Fomos participar da 5ª Jornada de agroecologia da Bahia,  realizada pela – “Teia dos Povos” – composta por Comunidades Quilombolas, Comunidades Indígenas e Assentamentos do MST + mestres de tradição oral, campesinos(as), estudantes, pesquisadores, educadores, crianças, juventude do campo e urbana.

Esse vídeo abaixo mostra a 3ª Jornada.

Junto com a 5º jornada ocorreu a 9º Edição dos Jogos indígenas Pataxós também na Arena Boca da Barra, na Orla Norte de Porto Seguro. Foram convidados para essa edição outros povos indígenas como Tupinambá, Krenak, Fulni ô, Kayapó, entre outros.

Esse  vídeo abaixo é a chamada para o IX Jogos Pataxó

Os dois eventos compartilharam o mesmo espaço, mas devido a agenda cheia dos dois, foram mais raros os momentos de grande confluência. As pessoas porem, iam de um evento para o outro, e dentro da Teia dos Povos houve grande representação indígena, quilombola e Sem Terra que durante alguns momentos auges fizeram rituais coletivos, com canções em diversas línguas indígenas e quilombolas, com batuques variados e exaltação à Natureza!!

O QUE O TECNOXAMANISMO ESTAVA FAZENDO ALI?????

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(Pablo Vieira, Rodrigo Krull, Roger Borges, Fabi Borges, Vincezo)

Alguns de nós, que são aliados da rede de tecnoxamanismo como Pablo Vieira e Vinzezo estão engajados na produção da Teia dos Povos. Pablo Vieira como aluno da escola de Agroecologia Milton Santos do Assentamento Terra Vista – parte cabal da construção da Teia dos Povos e Vinze como participante da Rede Mocambos com o projeto Baobáxia, que também participa da base de organização da Teia dos Povos.

Mas vale questionar nosso papel no meio disso tudo enquanto rede de tecnoxamanismo. Se a maioria de nós que fazemos parte dessa rede não somos exatamente indígenas, quilombolas, do Movimento Sem Terra, nem fazemos o perfil de um movimento social político, qual nosso papel quando nos juntamos a encontros/movimentos como os da Teia dos Povos?

Talvez o perfil mais óbvio mas não totalitário da rede de tecnoxamanismo seja a de uma galera urbana, inconformada com o rumo do mundo, que se coaduna para reinventar códigos de convivência, trocar experiências e informações, promover novas ficções e utopias para o futuro, investir seu tempo/espaço para criação de novos rituais, onde a questão da tecnologia e das ancestralidades e seus futuros são pautas fundamentais, enquanto ensaia saídas dos grandes centros para zonas rurais e investe na criação de novas comunidades, mesmo que urbanas.

Seguindo esse ponto de vista é importante questionarmos nosso papel quando nos juntamos a esses encontros/movimentos/aldeias.

A discussão é longa e aberta a todo tipo de opinião. Mas aqui vai algumas ideias para acrescentar no caldo, lembrando que isso é um post de blog e não um texto analítico:

1- Aprendizagem (Aprender sobre resistência, ancestralidade, modos de vida comunitária, treinar humildade e respeito pelos povos tradicionais e pelas lutas históricas dos movimentos sociais, se contaminar com sua determinação, participar dos seus rituais, ouvir suas histórias, suas versões sobre a história oficial, se contaminar com suas ontologias diversas e seus paradigmas ligados à natureza).

2-  Convivência (Investir em experiências coletivas tanto em larga escala como nos festivais de tecnoxamanismo, como com pequenos grupos da rede em encontros de outros grupos, conviver com comunidades diferentes das nossas, crescer e fazer crescer politicamente, atualizar os debates, se conscientizar das emergências e urgências das diferentes lutas e comunidades, partilhar momentos, alimentação, trabalhos, escutar, falar, debater em convívio e não só em reunião, transladar do nosso próprio ponto de vista para participar da visão do outro.

3- Troca de conhecimento e Colaboração (construção de parceria, apoio, colaboração com as lutas, apresentar suas ideias, sua inteligência, colaborar para o fortalecimento dos movimentos, pedir apoio para a nossa rede, discutir pontos de vista, dar oficinas ou criar ambientes propícios para ensinar e aprender, colocar na roda seus conhecimentos, aprender o conhecimento do outro, desenvolver uma postura ética, equilibrada para essa troca, colaborar para que todos saiam de lá com um sentido mais amplo e com mais conhecimento, apresentar e receber críticas construtivas, deixar o seu legado e levar o legado do outro para sua própria rede.

Essas três ideias são mínimas e fundamentais e buscam uma ética coletiva, que nada tem a ver com apropriação cultural, ou com uso indevido do movimento “dos outros”, como atuais críticas nas redes sociais levam a crer. Se é verdade que estamos passando por crises climáticas, antropoceno e suas derivações, se estamos discutindo ecologia e alternativas para o império nefasto que nos faz frente, o mínimo que precisamos desenvolver é uma ética de relações entre redes e movimentos sociais, para pensar próximos passos em época de crise ambiental e política.

No decorrer desses três anos de existência a rede de tecnoxamanismo tem feito uma série de experiências em vários encontros nacionais e/ou internacionais, e precariamente, dentro das nossas condições, temos ampliado nossas perspectivas éticas, políticas assim como aumentado nossas conexões com outras localidades, redes e movimentos sociais. Esses encontros vão desde jam sessions de noise ou cinema de ficção ao vivo, até festivais em aldeias ou participação em encontros como na Teia dos Povos. O saldo disso é uma incrível relação de aprendizagem, convivência e trocas de conhecimento, que nos permitem desenvolver ideias mais profundas sobre a contemporaneidade em todas suas nuances ancestrofuturistas.

Nosso próximo plano é seguir um pouco a Teia dos Povos e conhecer en loco os quilombos, aldeias e assentamentos que a compõe. E isso é para hoje mesmo.

Viva a Teia dos Povos e todas as Teias similares!!

Fabiane M. Borges

Sobre o II encontro no Rio de Janeiro

Ao todo foram de 50 a 60 pessoas, a chuva atrapalhou um pouco, mas tivemos uma discussão interessante!! talvez tenha faltado muita coisa, como uma caixa de som que funcionasse!!! E o espaço da OCA é grande, difícil de ocupar inteiro, mas foi bom receber Pacari Pataxó e Anápuáka Muniz Tupinambá da Rádio Yandê teve presença marcante.

Obrigada a todo mundo do NANO, da Magia do Caos, da rede Baobáxia, da rede de Tecnoxamanismo, dos Tapetes Mágicos e também às pessoas que foram lá para conhecer a rede.

Sempre bom ver as pessoas reunidas perdidas entre conceitos e práticas, pensando o futuro da terra, o futuro do humano, o passado da tecnologia, as teocnologias, as paranóias e pronóias, a conspiração cosmológica, o estado político atual e no que isso impede nosso movimento, mas no que isso também nos alavanca, as ficções e filoficções, as ficções científicas e suas teologias, os ancestrofuturismos, os guetos do futuro x o transhumanismo pró-ativo, as estruturas de controle e super controle, os olhos de deus em forma de satélites, os depoimentos sobre o festival, etc, etc. seguimos!!

Organizado por Fabiane M. Borges – Oca – Parque Lage.

Quem quiser saber como foi o I Encontro no Rio de Janeiro acessa aqui:

https://tecnoxamanismo.wordpress.com/2016/02/17/tecnoxamanismo-ficcao-e-ruidocracia-na-casa-nuvem-3001-e-0102-de-2015/

Aqui está a o áudio, fotos e alguns videozinhos do II encontro no Rio de Janeiro.

Áudio de Ariane Stolfi:

Finetanks – http://finetanks.com/records/tcnxmnsm/encontro_rio/

Archive – https://archive.org/details/tecnoxamanismo-rio-parque-lage

 

Vídeos de Mariana De Boch e Laura Fragoso: 

 

Fotos de Rodrigo Krull: