MUTIRÃO DA SAÚDE PATAXÓ

 

MUTIRÃO DA SAÚDE INDÍGENA!!!! NA ALDEIA PARÁ PATAXÓ, CARAÍVA, SUL DA BAHIA!! ONDE REALIZAMOS EM 2016 O II FESTIVAL INTERNACIONAL DE TECNOXAMANISMO.

(English Below)

O povo Pataxó quer saúde na Aldeia Pará!!! E vai fazer Mutirão!!! Participe!!!

 

Aldeia Pará Pataxó – Caraíva, Sul da Bahia – 12 a 19 de outubro de 2019.

 

Estamos fazendo uma campanha para o MUTIRÃO DA SAÚDE PATAXÓ! Queremos ajudar nossos parentes a fazer dois postos de saúde: uma casa de cura tradicional indígena para rezas, cantos e catalogação de conhecimentos, com uma horta medicinal tradicional atrás dele. E também um posto ambulatorial de saúde para consultas com o médico da família e dentista.

Em reuniões com a comunidade Pataxó da Aldeia Pará, foi nos dada a incumbência de ajudá-los a organizar essa campanha, de modo que aqui está nosso crowdfunding:

https://www.catarse.me/mutirao_da_saude_pataxo_2019

Os Pataxós vão conduzir o Mutirão da Saúde, e querem ensinar os não indígenas a fazer mutirão. Se você tiver interesse em aprender a fazer construção em formato mutirão no estilo Pataxó, você pode fazer sua inscrição mediante pagamento da taxa de R$500 reais  na conta do cacique da aldeia Djalma Conceição Santana:   https://forms.gle/5ZBnqyAaEdqB43XEA

Este dinheiro dará direito a você ficar 7 dias na Aldeia Pará Pataxó, a fazer parte da vida da comunidade, das rodas de conversa, debates e um ritual da lua cheia no dia 13/10!!! Essa inscrição inclui os gastos de hospedagem, alimentação (café da manhã, almoço e janta) durante todo o período. E parte desse recurso irá também para o Mutirão. 

Este ano assistimos a uma grande manifestação dos povos indígenas contra a municipalização da saúde. Isso implicaria em retirar desses povos a qualidade de acesso à saúde especializada, tornando mais precarizado seu acesso devido a falta de estrutura de municípios, assim como o despreparo dos trabalhadores da saúde para lidar com as necessidades e características de saúde dessas populações, além da distância dos equipamentos de saúde e a constante troca de equipes na mudança de gestão das prefeituras. Mesmo que os povos indígenas tenham tido vitória sobre o projeto de municipalização da saúde, a SESAI (Secretaria Especial de Saúde Indígena) está longe de atender a todas as aldeias, principalmente depois da crise dos “Mais Médicos”. Há muito o que ser feito ainda!!!

 

Por isso convocamos sua colaboração para a criação de dois pontos de saúde Pataxó:

(1) POSTO AMBULATORIAL

(2) CASA DE CURA TRADICIONAL COM HORTA MEDICINAL INDÍGENA PATAXÓ

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*** IN ENGLISH NOW ***

TASK FORCE FOR HEALTH!!!! MUTIRÃO PATAXÓ!!!! IN THE VILLAGE PARÁ PATAXÓ, CARAÍVA, SOUTH OF BAHIA !! THE SAME VILLAGE WHERE WE HELD THE II INTERNATIONAL FESTIVAL OF TECHNOSHAMANISM IN 2016.

The Pataxó people wants health in the Pará Village ! And they are organizing a collective task force, a Mutirão. You can be part of it!

Aldeia Pará, Caraíva, South of  Bahia 12 to 19 of october, 2019

We are campaigning for the Pataxó HEALTH TASK FORCE!!!! We want to help our relatives to build two health centers: a traditional indigenous healing house for prayers, songs and cataloging of knowledge, with a Pataxó herbal healing garden behind it. And also a health center for appointments the family doctor and dentists.

In meetings with the Pataxó community of Aldeia Pará we were given the task of helping them organize this campaign, so here is our crowdfunding:

The Pataxó will lead the Health Task Force (MUTIRÃO), and they want to teach non-Indigenous how to participate. If you are interested in learning how to build in a Pataxó technique, fill out this registration and deposit R$ 500 reais in the account of the village chief – Cacique Djalma Conceição Santana   https://forms.gle/WFtMSqpVrDG4MnmB8 

This money will give you the right to stay 7 days in Para village Pataxó, to be part of the community life,  to participate in conversation circles, discussions and a full moon ritual in 13/10 !!! This registration includes the costs of camping, meals (breakfast, lunch and dinner) during the whole period. And part of this resource will also go to the Task Force expenses.

This year there has been great mobilization by the indigenous peoples against the municipalization of health. Munucipalization would imply the removal of these people’s access to specialized health access, making it even more precarious, due to the lack of structure of many municipalities, as well as the lack of preparation of health workers to deal with the health needs and characteristics of these populations. In addition there is the distance of the health equipment and the constant exchange of teams in the change of management of the town hall. Even though indigenous peoples have had a victory over the health municipalization, the project SESAI (Special Secretariat for Indigenous Health) is far from serving all villages, especially after the “Mais Médicos” crisis. There is so much to be done yet !!

 

That is why we are calling your collaboration to create two Pataxó health centers:

(1) EMERGENCY ROOM AND HEALTH CENTER

(2) TRADITIONAL CULTURE CENTER DEDICATED TO PATAXÓ INDIGENOUS MEDICINE

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Xamamento ///// performance 10/04/2019, Paris

 

Performance @ Gaite Lyrique, Paris, 10/04/2019

 

Em novembro de 2018 fomos convidados paraa realizar uma performance na Gaite Lyrique, estabelecimento de arte em Paris, no ciclo de conferências + performances “Ce qui dépend de Nous”, “O que depende de nós” em francês. Clemence Seurat, programadora do centro de arte e organinzadora do ciclo de conferencias, nos deu carta branca para fazer uma performance no capítulo “Descolonização do Pensamento e dos saberes”.

 

Estivemos Acompanhadas de intervenções de Jens Hauser, pesquisador e comissário, conduz o projeto (OU)VERT na Universidade de Copenhague que cartografa e examina o “verde” como a cor mais antropocêntrica que há; E  Nataša Petrešin-Bachelez, crítica de arte e curadora, comissária da Bienal Contour 9 “Coltane as Cotton”, em Malines na Bélgica.

 

Esta performance vem sendo desenvolvida desde novembro/2018, quando nós três, integrantes da rede Isabella, Raisa e Alice, começamos a discutir idéias e vontades em comum, muito tocadas pelo crime ambiental de Brumadinho ocorrido no mesmo mês. A partir deste encontro no tempo e a convergências entre nossas pesquisas, escrevemos o Manifesto Espectral, forma poética de unir as formas-palavras do Tecnoxamanismo com uma ação temporal, a performance em abril 2019. Através de diálogos remotos e encontros presenciais, fomos construindo a ação com idéias e símbolos que  nos atravessam.

 

xamamento

 

A performance derivou das ferramentas do-it-yourself que criamos; através de um objeto; A máscara espelho-de-rosto, três vídeos-totens, sendo um eles uma transformação de uma imagem de Rafael Frazão do II Festival Internacional de tecnoxamanismo, um ambiente sonoro realizado em parceria com Bertrand Blanco e Daniel Muller e geometrias coletivas corporais.

O ato performágico ocorreu às 19 horas do dia 10 de abril, na mesma noite que o consórcio EHT fez o anúncio histórico da obtenção da primeira imagem de um buraco negro. Durante 20 minutos, utilizamos nossos corpos e ferramentas DIY para fazer emergir brumadinho e a busca da cura. No final, fizemos a leitura do manifesto espectral.

// A noite teve aproximadamente 40-50 espectadores, e prosseguiu para a keynote de Jans Hauser e Natasa Petresin-Bachelez. Ao final, houve um debate no qual discutimos, mediados por Clemence Seurat, métodos de fazer rede e compreender a cultura de produção artística como um meio de transformar a cultura de produção em si. Compartilhamos nossas impressões do que significa pensar sobre memória e fazer arte vindo do contexto do brasil contemporâneo,  e os arquétipos temporais e ações pontuais que a rede do tecnoxamanismo figura como ferramentas-chave para promover mudança e descolonização do teritório sensivel e da matéria densa.

 

Momento de conversa entre os participantes

 

 

A rede do Tecnoxamanismo está organizando um Mutirão na Aldeia Pataxó Pará em outubro de 2018 no qual serão construídos coletivamente uma casa de cura tradicional Pataxó para medicina tradicional, rezas, cantos e catalogação de conhecimentos e um posto ambulatorial de saúde com duas salas de atendimento para consultas com o médico da família e dentista.

Para mais informações, contacte-nos através do: xamanismotecnologico@gmail.com

 

Chamada para a sessão “ Decoloniser le pensée et les savoirs”, no site da Gaite (em francês) https://gaite-lyrique.net/evenement/decoloniser-la-pensee-et-les-savoirs

 

Manifesto Espectral  https://tecnoxamanismo.wordpress.com/2019/02/18/manifesto-spectral/

 

A Gaite Lyrique

Aberta em 2011, a Gaîté Lyrique é um estabelecimento de arte da Cidade de Paris dedicado ao encontro entre as artes, as tecnologias e a sociedade. Pensada como uma plataforma multidisciplinar, a Gaîté Lyrique tem um olhar crítico sobre as culturas populares, práticas digitais e formas artísticas emergentes. Lugar de encontro e trabalho para artistas, está aberta a todos  que desejam tanto visitar uma exposição quanto ver um concerto, assistir a uma conferência, beber um copo ou participar de um atelier. è através desses que a gaite interpreta, não pelas tecnologias digitais por elas mesmas, mas através de seu impacto na sociedade.

/// O Capítulo “Decoloniser la pensée et les savoirs”, no ciclo de conferências “Ce Qui depend de nous”.

Acompanhada de seus convida.d.e.s esta terceira sessão se interessa no desaceleramento do mundo, a hibridização dos saberes e a descolonização das práticas, nas artes e além.

As crises contemporâneas são tão múltiplas quanto intrincadas, do clima à injustiça, da economia à migração. Todxs se rejubilam em apontar ao dedo ao modo de deenvolvimento capitalista que assitiu a predação como lógica última da nossa relação com o Outro – seja ele animal, humano, vegetal, mineral… Essas práticas se apoiam sobre uma visão binária do mundo, incapaz de desbloquear as catástrofes ambientais que ocorrem e se anunciam.

Para elaborar respostas, não repetir mesmas histórias de apropriação e dominação, faz-se necessário operar uma mudança radical, uma transformação pela raiz de nossa lógica de pensamento: a descolonização para ser capaz de tornar-se o outro, para nos descentralizar e fazer terra comum com os demais seres vivos. ///

(traduzido livremente da chamada do website, escrito por Clemence Séurat)

Artigo publicado pela Gaite Lyrique sobre o Capítulo “Decoloniser la pensée et les savoirs” (FR) https://gaite-lyrique.net/article/pour-aller-plus-loin-decoloniser-la-pensee-et-les-savoirs

 

///

Isabella Aurora, Raisa Inocencio e Alice Turnbull

Tecnoxamanismo no La Chapelle (Toulouse, França)

54728034_1099781730208463_984434765128007680_nFoto Agata Mendes de Carvalho

 

Relato Tecnoxamanismo no La Chapelle

 

Dia 18 de março tivemos a presença da rede do Tecnoxamanismo em Toulouse, França, na ocasião do lançamento do comité Marielle Franco, de solidariedade brasileira.

De antemão, pensamos em convidar o TCNXMN à fazer uma presença para que efetivamente o evento não fosse estritamente um senso comum político no qual normalmente ocorre projeção, debate e jantar.

Nesse sentido de produção e descolonização dos saberes, é importante ressaltar a presença do ritual, do simbólico na luta estético-política, de cosmo-sensação, de criação de cosmogonias livres, de ancestrofuturismo e de combate efetivo à necropolítica.

Houve, então, “para abrir os trabalhos” a performance de Isabella Aurora – que durante uma hora cortou as laranjas servidas na sobremesa, tecendo um rito canibal metafísico de preparação e abertura  – e em seguida recitou o Manifesto Espectral tendo em vista um evento aberto ao público e a performance no jardim.

Isabella Aurora, artista que mora em Paris, abriu a noite tecendo em nota e em poesia a questão de como entrelaçamos palavras mágicas à uma ação política. Rito de abertura ou de presença, deixando signo ali. Sonhamos em ação, agimos em sonho.

 

Anti-captura / anti-sequestro dos sonhos. Anti-Narciso.

 

Depois tivemos projeção sobre os projetos a serem apoiados pelo comité, o primeiro, sobre Agrofloresta na Aldeia Pára (Sul da Bahia) e o segundo junto  à Universidade Popular do Movimento Sem Terra, no Recife.

Em seguida ao debate, fechamos o evento com um ritual realizado por três ativistas-artistas-latinoamericanas, Gabriela Acosta Bastidas, Ticiana Brandan e Carolina Mahechaquintero, dentre outras amigas ativistas que fizeram coro. Fazendo um círculo de sal grosso, acenderam velas e leram frases de mulheres assassinadas pelo poder político (ler ao final do texto). Rendendo a homenagem aos ancestrais e as lutas feministas sudakas.

Fechando a noite Rachel Cajazeiras e Rita Macedo tocaram as marchinhas de carnaval Anti-Bolsonaro pra deixar bem claro : aí aí aí Bolsonaro é o carai !

 

O evento rendeu homenagem :

 

Berta Caceres, Honduras (communauté Lenca), militante ecologista et feminista, assassinada  2 de março de 2016.

Dolores Cacuango, Equateur, feminista e militante  pelos direitos dos povos originários.

Olga Marina Vergara. 24 de setembro 2008. Membro do Ruta Pacífica de las Mujeres (RPM) movimientos feminista de la No violencia frente ao conflito armado. Visibiliza o impacto da guerra sobre a vida e corpo das mujeres.

Maritza Quiroz, liderança social membro da mesa de vítimas de Santa Marta, assassinada em San Isidro en la Sierra Nevada. (05 de janeiro de 2019)

Viviana Muñoz, psicóloga da Agencia para la Reincorporación y la Normalización (ARN). Seu corpo foi encontrado ao lado do líder social Jesús Ignacio Gómez em uma zona de bosque en una zona boscosa Minas Blancas, en Caquetá. (20 de dezembro de 2018)

Maria Magdalena Cruz Rojas, líder campesina que apoiou a substituição de cultivos ilícitos, assassinada em frente a seu esposo e filho em Mapiripán. (30 de março de, 2018)

Idalia Castillo Narváez, líder campesina da cidade de Rosas, Cauca. Militante de Junta de Acción Comunal y Activista en la Mesa Departamental de víctimas do conflicto armado. Foi encontrada com traços de tortura e violação sexual. 09 de marzo de 2017.

 

Ruth Alicia López Guisao, liderança de Direitos Humanos, proveniente de Dabeiba, Antioquia, sobreviviente de la Unión Patriótica (UP), foi assassinada a tiros em um bairro de Medellín. (02 de março de 2017)

Ana Mendieta, Artista cubana feminista.

Yolanda Oquelí, Guatemala, militante dos direitos humanos, membro da organisação FRENAM, atua na região de San José del Golfo (Guatemala).

Juana Raymundo, (25 ans)  Guatemala. Ela pertencia à comunidade Maya Ixil; foi enfermeira e coordenadora do CODECA na região de Nebaj Quiché. O CODECA é uma organização de defesa dos direitos dos camponeses e indígenas que lutam pelo direito à terra e o desenvolvimento rural de famílias originárias na Guatemala pela perspectiva da participação social. 28 de julho de 2018 seu corpo foi encontrado portando traços de tortura.

Juana Ramírez, Guatemala, Redde femmes ixiles outubro 2018. Foi parteira Maya Ixil, fez parte do conselho de administração da rede mulheres e Exílio. Lutou pelos direitos das mulheres e direitos humanos. Vítima de feminicídio.  21 setembro 2018.

 

E Marielle Franco, presente !

MANIFESTO SPECTRAL (Português/Francês)

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Manifesto Espectral

 

No espelho,nao mais tu, nós

No espelho, nao mais eu, nós

Anti-Narciso, filho do reflexo da lama, resgatamos dentro de nós

Oh,  espíritos da descolonização, fantasmas de corpos quentes, debaixo da lama, sentamos

em galerias, não somos tão diferentes

 

Para, na encruzada das luzes, estar alerta, atento, ao passar dos anos, na floresta

é preciso que haja floresta: nosso ouro

 

Que fazes Narciso com todo esse ouro? Será que lhe come para depois vomitar a lama tóxica sobre nossos corpos? Mas não temeis, senhor, os artefatos não morrem.

O humano que morre não leva seus bens para as costas do céu.

 

Com a acumulação de nossos corpos, nossos ventres, a acumulação primitiva foi possível!

Mas os saberes originários, senhor, não morrem.

De corpos diferentes e interioridades iguais, eles nos habitam.

 

Crê-se ter achado a base psíquica comum a toda humanidade?

O espírito da decolonização, meus irmãos fantasmas calorosos, nos inundam. Aqui jogamos a âncora na terra que foi fértil. Aqui, temos o direito de proclamar que os grifos do Antropoceno chegaram pois nós conhecemos o frisson de ver acordar o dia com um gosto metálico na boca. Mas é necessário devolver o favor para combater a necropolítica.

Para descolonizar as entranhas, meter os dois dedos à garganta,

para descolonizar o pensamento, hackear o inconsciente

Para conhecer o outro, o espelho

Façamos em sonho, sonhemos em ação! Mostra a tua cara Anti-Narciso!

 

Escutai, irmãos fantasmas, as vozes de Omama e Kopenawa

 

< Não deixeis os seres maléficos e os jaguares vir nos devorar!

Impedir as serpentes e os escorpiões lhes morder!

Desviai deles as fumaças da epidemia Xawara!

Protege também a floresta. Não a deixe voltar ao caos!

Impede as águas dos rios de a submergir e as chuvas de lhe inundar sem trégua!

Clarear o céu encoberto e a escuridão. Segura o cel afim que ele não desabe!

 

<<Os espíritos da Xawara se multiplicam muito. Eles são tão numerosos quanto os garimpeiros. Os brancos não se unem a nós contra a Xawara. Seus ouvidos estão surdos às palavras dos pajés. Só tu, que é o outro, compreende essa língua. Os brancos não pensam que <<o céu vai cair>> ou que <<a xawara nos devora>>

 

.

 

O antropoceno está aqui. E devemos estar aqui com a integralidade para moldar nosso sonhos, nossas potências, nossas realidades. Invocamos os espíritos do Tecnoxamanismo a insuflar seus poderes na ativação de uma rede de sonhares e uma comuna-devir-cosmogonia-livre.

 

Presente, o futuro de ontem acorda um espírito dormente.

Curar o que é vindouro com uma clínica social para o futuro – uma ciência sustentável

Invocar nosso ancestro-futurismo!

Para assim fazer possível a realidade multinatural.

 

Surrondemo-nos da cultura originária para descolonizar o território onírico, re-significar nossos simbolismos afim de alterar, a partir do plano sensível, a realidade densa.

 

Desantropocentrizar as comunidades espectrais

Reencontrar o poder imanente da tecnologia,

                        o poder insurgente das linhas de fuga,

                        as potências metafísicas canibais

 

Um ritual faça-você-mesmo reinventado, bricolado

Para respeitar os ancestrais do corpo da terra, seus povos originários

Dizer e redizer para marcar até o fundo da lama!

Macerar na bacia nossas sementes!

 

Insistemos: Sonhamos cosmogonias livres

Finalmente, anti-captura dos sonhos: anti, anti, anti-neoliberalismo individualista

 

Constelação de sinônimos ruído, todo o poder à produção de sentido-bússola:

Ruidocracia, noisecracia, gritocracia, caos-sonoro-cracia, barulhocracia, barulho-selvagem-cracia, estéreocracia, estampidocracia

Hurlercracie, bruitcracie, noisecracie, bavardecracie, criecracie, chaos-sonore-cracie, bruit-sauvage-cracie, noise-bruit-cracie, ruidecracie, tapagecracie, bourdonnementcracie.

 

Unifiemo-nos cyberwitchx, metarecicleirx, hackeristx, indigenistx, amerindios, quilombolx, xenofeminists, ecofeministx, gynofeministx, ribeirinhx, tecnoxamanistx,  tactical mediatorx, tecnomagicianx, satellitelessx, digitophagyx, submedialogix, tropixelx, afrofuturistx,

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX.

 

Ao infinito: Façamos em Sonho, Sonhemos em Ação. Multiplicai o som do Kaos original: ruidocraria para nós, gritocracia para eles.Ao infinito: Façamos em Sonho, Sonhemos em Ação. Multiplicai o som do Kaos original: ruidocraria para nós, grito-cracia para eles.Ao infinito: Façamos em Sonho, Sonhemos em Ação. Multiplicai o som do Kaos original: ruidocraria para nós, grito-cracia para eles.

 

# Sobre as asas de Kopenawa, Omamë, Levi-Strauss, Viveiros de Castro, Fanon, Albert, Ludueña, Haraway, Latour, Deleuze-Guattari, Rolnik, Federici, Borges, Labou Tansi, Tzara, Haute #

 

exílio-hack-femisista tecnoXamanista

Unidade 6, Londres, Super Lua de Fevereiro 2019

 

 

 

Manypheste Spectral

 

Dans le miroir, non plus toi, nous.

Dans le miroir, non plus moi, nous.

Anti-Narcisse, fils du reflet de la boue, nous vous pêchons en nous
Oh, esprit de la décolonisation, fantômes de corps chauds, en-dessous de la boue, assis dans ses galeries, nous ne sommes pas si différentes.

 

Pour, au carrefour des lumières, être alerte, attentif, en guettant les années, dans la forêt, il faut que la forêt existe : notre or.

 

Que font les Narcisses de tout cet or ? Est-ce qu’on le mange pour ensuite vomir la boue toxique sur le corps ? Mais n’aie pas peur, seigneur, les marchandises ne meurent pas. L’humain qui meurt n’emporte aucun de ces biens sur le dos du ciel.

 

Avec l’accumulation de nos corps, de nos ventres, l’accumulation primitive fut possible ! Mais les savoirs indigènes, seigneur, ne meurent pas.

Des corps différents et des intériorités égales, ils en nous habitent.

 

Croit-on avoir trouvé la base psychique commune à toute l’humanité ?  

L’esprit de la décolonisation, nos frères fantômes chaleureux, nous inondent. Ici nous jetons l’ancre dans la terre qui fut grasse. Ici, nous avons le droit de proclamer que les griffes de l’anthropocène sont là car nous avons connu les frissons et l’éveil de voir l’aube avec le goût métallique dans la bouche. Mais il faut rendre la pareille pour combattre la nécropolitique.

Pour décoloniser nos entrailles, mettre les deux doigts dans la gorge ;

pour décoloniser nos pensées, hacker-pirater l’inconscient ;

Pour connaître l’autre, les miroirs ;

Faisons dans le rêve, rêvons en action ! Soyez l’Anti-Narcisse !

 

Ecoutez, nos frères fantômes, les voix d’Omama et de Kopenawa :

 

«  Ne laisse pas les êtres maléfiques et les jaguars venir nous dévorer !

Empêche les serpents et les scorpions de les piquer !

Détourne d’eux les fumées d’épidémie Xawara¹ !

Protège aussi la forêt. Ne la laisse pas tourner au chaos de la destruction !

Empêche les eaux des rivières de la submerger et les pluies de l’inonder sans trêve !

Repousse le temps couvert et l’obscurité. Retiens le ciel afin qu’il ne s’effondre pas ! »

 

« Les esprits de la Xawara se multiplient. Ils sont aussi nombreux que les chercheurs d’or. Les Blancs ne nous rejoignent pas contre la Xawara. Leurs oreilles sont sourdes aux paroles des pajés. Seulement vous, qui êtes l’autre, comprenez cette langue. Les Blancs ne pense pas que « le ciel va s’effrondrer » et que « la Xawara nous dévore ».

 

L’anthropocène est là. Et nous devrions être là avec l’intégralité pour façonner notre songe, nos puissances, nos réalités. Or nous invoquons les esprits du Tecnoxamanisme à souffler leurs pouvoirs pour activer un réseau de rêveries et une commune-devenirs-cosmogonies-libres.

 

Présent, l’Avenir de Hier réveille un esprit en sommeil.

Guérir le futur dans une clinique sociale de l’avenir – une science soutenable.

Invoquer le notre ancêtre futurisme !

La réalité multinaturelle sera donc devenue possible.

 

Encercle-nous de la culture Originaire² pour décoloniser le territoire onirique, re-signifier nos symbolismes afin d’altérer, à partir du plan sensible, la réalité dense.

 

Désanthropocentriser les communautés spectrales.

Retrouver  le pouvoir immanent de la technologie,

                    le pouvoir insurgent des lignes de fuite ,

                   les puissances métaphysiques cannibales.

 

Un rituel fais-le toi-même, réinventé, bricolé,

pour respecter les ancêtres du corps de la terre, ses peuples originaires².

Dire et redire pour marquer jusqu’au fond de la terre !

Macérer dans le bassin nos semences !

 

Marquons : Nous rêvons des cosmogonies libres

Finalement, anti-capture des rêves : anti, anti, anti-néolibéralisme individualiste

 

Constellation de synonymes bruit, pleins-pouvoir à la production de sens-boussole :

Hurlercracie, bruitcracie, noisecracie, bavardecracie, criecracie, chaos-sonore-cracie, bruit-sauvage-cracie, noise-bruit-cracie, ruidecracie, tapagecracie, bourdonnementcracie.

 

Unifions-nous cyberwitchx, metarecicleirx, hackeristx, indigenistx, amerindios, quilombolx, xenofeminists, ecofeministx, gynofeministx, ribeirinhx, tecnoxamanistx,  tactical mediatorx, tecnomagicianx, satellitelessx, digitophagyx, submedialogix, tropixelx, afrofuturistx,

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX.

 

À l’infini… Faisons-nous en rêve, rêvons en action. Multipliez le son du Chaos originel : Bruitcratie pour nous, cricratie pour eux. Faisons-nous en rêve, rêvons en action. Multipliez le son du Chaos originel : Bruitcratie pour nous, cricratie pour eux. Faisons-nous en rêve, rêvons en action. Multipliez le son du Chaos originaire : Bruitcratie pour nous, cricratie pour eux .:.

 

# Sous les ailes de Kopenawa, Omamë, Levi-Strauss, Viveiros de Castro, Fanon, Albert, Ludueña, Haraway, Latour, Deleuze-Guattari, Rolnik, Federici, Borges, Labou Tansi, Tzara, Haute #

 

exile-hack-femisista tecnoXamaniste

Unit 6, Londres, Février 2019
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¹  Xawara: L’èpidémie des fumées du Métal (Kopenawa Davi et Bruce Albert, La chute du ciel. Paroles d’un chaman yanomami, préface de Jean Malaurie, Plon, coll. « Terre Humaine », Paris, 2010

² Peuples Originaires : Auto-dénomination des peuples indigènes brésiliens

 

HIJACKED FUTURES X THE ANTI-HIJACKING OF DREAMS

Take it in PDF – HIJACKED FUTURES X THE ANTI-HIJACKING OF DREAMS

HIJACKED FUTURES X THE ANTI-HIJACKING OF DREAMS

By Fabiane M. Borges

Translated by Tanja Baudoin

For Giseli Vasconcelos, Leandro Nerefuh and Rafael Frazão,

of the anti-hijacking scheme.

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The first part of this text began by presenting some science fiction films whose theme is the hijacking of human subjectivity, or the intrusion of a system of control within human dreams. Shortly thereafter our society is presented as mediated by the Technocene, which is one of the strong branches of the Anthropocene, and how it promotes the hijacking of the future. It confirms the idea that the excessive extraction of natural resources from within the Earth is concurrent with the extraction of the “spirit” from inside our bodies, and this is leading us to climate disasters and to ontological misery.

Afterwards, this text presents a pedagogical equation, in which it defines the onto-political bases that support the text’s propositions, affirming that they are part of the grammar of liberation of the future and of dreams. They are: technoshamanism + ancestor-futurism + network of the unconscious. This is placed before the techno-ideological bases of the society of control, responsible for the hijacking of the future and dreams, that are: technoscience + corporate capitalism + artificial intelligence of God. It’s clear that these equations are in conflict and dispute the network of the unconscious and the future of the Earth. It is suggested that the great ideology of freedom and individuality, promised after the Second World War by the industrial corporations of the allied countries, was a big trap, that culminated in a terrible system of control.

Then the text emphasizes the importance of fiction and its capacity to create worlds, taking it out of the constraints of the symbolical and imaginary universe and introducing it to actual concretization. Fiction is then presented as one of the most powerful instruments for the production of reality, just like hyperstition, which is the capacity to create fictions in groups, and materializing them in reality. Here the text returns to the films, claiming that these fictions present the terrorism of the machine, the cornering that the society of control is imposing on the whole world, at the same time as they present innumerable forms of resistance or escape. Based on this idea of fiction as something determining, the text introduces ancestor-futurism and networks of the unconscious, presenting them as metaphysical projects of forced amplification of our ontological bases and restructuring the idea of communicability between the many unconscious, presenting it as a radical operator of ancestralities and futures between humans and the others (who are not humans, but other entities). Here questions related to spectrality enter, parallel universes of signs that pass through language and invisible fields that are inaccessible with this level of petty consciousness, as Davi Kopenawa demonstrates when he says that white people only dream about themselves and their goods and because of this they don’t see anything and think that everything they don’t see is a lie.

The final part of the text shows dreams as one of the most powerful portals for the rescue of lost ontologies of the past, as well as the production of freer futures. Departing from various references, the text suggests a methodology of treatment/training of dreams, starting from a relation between art and clinical practice. At that point some work methodologies appear, coming from such practices as the noisecratic programme, derived dreams, dream communities, etc. Each of these leads us to a higher degree of understanding about dreams as an onto-political public space, which must be urgently rescued for there to be a possibility for subjective resistance to the terrorism of the machine, and for the liberation of the future to be strengthened through the anti-hijack scheme of dreams, because the freer the dreams, the more capable they are of generating worlds.

MEETING-RENCONTRE-ENCONTRO / TECNOXAMANISM @ LE DOJO

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Programação completa aqui / Le programme complet ici  / teteomplete programming will be placed here:  https://pad.riseup.net/p/tcnxmnsm_axat-keep 

 

Français/English/Português

 

Português

ENCONTRO DE TECNOXAMANISMO EM AXAT, FRANÇA (5 a 8 de outubro)

Gostaríamos de convidar vocês para o encontro da rede Tecnoxamanismo, no sul da França, na cidade de Axat, no espaço de arte e associação Le Dojo.

Ainda gostamos das zonas autônomas temporárias, da invenção de modos de vida, da arte/vida, tentamos pensar e colaborar com a interdependência alimentar, com o reflorestamento da Terra, na adubagem imaginária ancestrofuturista. Nosso principal exercício é promover redes de inconscientes, fortalecendo  o desejo de comunidade, assim como propor alternativas ao pensamento “produtivo” da ciência e tecnologia.

A REDE

A rede Tecnoxamanismo existe desde 2014, conta com livro publicado e dois festivais internacionais realizados no sul da Bahia (estes produzidos com a parceria indígena da etnia Pataxó Aldeia Velha e Aldeia Pará – nas redondezas de Porto Seguro –  onde aconteceu a primeira invasão das caravelas – a colonização portuguesa). O terceiro festival está previsto para agosto de 2019 na Dinamarca.

O Tecnoxamanismo surge a partir da confluência de várias redes oriundas do movimento do software e cultura livre. Atua promovendo encontros, eventos, acontecimentos permeando performances rituais DIY, música eletrônica, agrofloresta e processos imersivos, remixando cosmovisões e promovendo a descolonização do pensamento. A rede congrega artistas, biohackers, pensadores, ativistas, indígenas e indigenistas promovendo uma clínica social do futuro, o encontro entre tecnologias, rituais, sinergias e sensibilidades.

Palavras-chave: cosmogonia livre, ancestrofuturismo, ruidocracia, perspectivismo, terracosmismo, tecnologias livres, descolonização do pensamento, produção de sentido e de cuidado de si e do outro.

O ENCONTRO

Nos reuniremos na cidade de Axat, no sul da França, no espaço e associação Dojo, uma casa que reúne artistas, ativistas, entre outros passantes desde 2011, durante os dias 5 a 8 de outubro. As refeições serão coletivas e compartilhadas entre os participantes. O custo da casa é de 2 euros por dia por pessoa.

Para chegar em Axat, é preciso pegar um transporte até as cidades próximas (Carcassone ou Perpignam) e depois um ônibus local à um euro. Tabela de horários (em francês) :

http://axat.fr/horaires-bus/ ; http://axat.fr/wp-content/uploads/2015/10/ST_29072015-_Ligne_53_-Carcassonne_Axat_horaires.pdf http://www.pays-axat.org/iso_album/ligne_100_quillan_-perpignan_septembre_2013.pdf

A CONVOCATÓRIA

Se você tem interesse em conhecer mais do Tecnoxamanismo, se aprofundar sobre ancestralidades e ficção especulativa, convocamos os interessados, curiosos, terráqueos, hackers, cyborgs, entre outros estranhos deste mundo antropoceno à participar do nosso encontro, trazendo suas ideias, processos, experiências, práticas, etc. envie um resumo de até 300 palavras para o e-mail xamanismotecnologico@gmail.com. A chamada aberta termina dia 18 de setembro.

Fiquem à disposição para tirar dúvidas ou fazer comentários. Bem-vindos à rede do Tecnoxamanismo!

Français

RENCONTRE DE TECHNOSHAMANISME À AXAT, DANS LE SUD DE LA FRANCE

Le réseau de Tecnoshamanime a le plaisir de vous inviter pour une immersion/rencontre au sûd de la France, dans la ville d’Axat, dans l’espace d’art et association le Dojo.

On croit toujours dans les zones autonomes temporaires, qui puisse rendre compte de l’invention des modes de vie alternatifs, l’art/vie, l’indépendance alimentaire, à travers de la fomentation des mémoires ancestrales et futuristes, le reforestation de la Terre et la fertilization de l’imagination. Notre but principal c’est de créer espaces pour penser d’autres possibilités d’existence horizontal, et également pour fortifier le désir et l’idée communal, ainsi que reformuler l’idéologie de la production scientifique et technologique.

LE RÉSEAU

Le réseau du Tecnochamanisme envisage ces rencontres et projets depuis 2014, il compte avec un livre publié et deux festivals internationaux accomplis au sud de Bahia (ceux produits avec le partenariat indigène des indiens Pataxó- Aldeia Velha et Aldeia Pará – dans la rondeur de Porto Seguro – où la première invasion des caravelles est arrivée de la colonisation portugaise). Le troisième festival est prévu pendant août de 2019 au Danemark.

Tecnochamanisme apparaît commençant de la confluence de plusieurs réseaux originaires du mouvement du software et de la culture libre. Il s’agit en promouvant des rencontres, des événements et des happenings pénétrant des processus immersifs, des performances rituels DIY (faites toi-même), la musique électronique, également des projets agroforestiers, en faisant un remix de cosmo-visions et la promotion de la décolonisation de la pensée. Le réseau rassemble des artistes, biohackers, des penseurs, des activistes, indigènes et indigénistes dans la création collective d’une clinique sociale de l’avenir, le rencontre parmi des technologies, des rituels, des synergies et des sensibilités.

Mots-clés: Cosmogonie libre, ancestro-futurisme, noisecracie, perspectivisme, terrecosmisme, technologies libres, décolonisation de la pensée, production de sens et de soin, de soi et de l’autre.

LE RENCONTRE

Nous rassemblera dans la ville d’Axat, au sud de la France, dans l’espace et l’association Le Dojo, une maison qui réunit des artistes, des activistes, parmi d’autres passants depuis 2011, du 5 au 8 octobre. Les repas seront collectifs et partagés parmi les participants. Le coût de la maison c’est de 2 euros par jour par personne. Pour arriver à Axat, il est nécessaire d’arriver dans les villes proches comme Carcassone ou Perpignam et aprés, attraper un bus local à un euro. Planning des autobus locales:http://axat.fr/horaires-bus/

L’APPEL

Si vous êtes intéressé à en apprendre davantage sur Tecnoxamanism, s’approfondir sûr la fiction spéculative et l’ancestral, nous invitons les personnes intéressées, les curieux, les Terriens, les hackers, les cyborgs, entre autres étrangers de ce monde anthropocènique, à se joindre à nous. Si vous avez des idées, des pratique ou des interventions engagées envoyez à nous un résumé de 300 mots à l’email xamanismotecnologico@gmail.com. Les inscriptions doivent-elles être envoyés jusqu’au 18 septembre.

N’hésitez pas revenir vers nous pour faire n’importe quel doute ou commentaire. Soyez-les bienvenus sur le réseau du Technoshamanisme!

 

English

 

TECHNOSHAMANISM MEETING IN AXAT, SOUTH OF FRANCE (5 TO 8 OF OCTOBER)

We would like to invite you to the Technoshamanism meeting in Axat, south of France, at Le Dojo art space and association.

We still enjoy temporary autonomous zones, new ways of life, of art / life, we try to think and cooperate towards the goal of food self-sufficiency and interdependence, towards the reforestation of the Earth, and towards the ancestorfuturist fertilization of the imagination. Our main practice is to promote networks of the unconscious to strengthen the desire to form communities as well as proposing alternatives to the “productive” thinking of science and technology.

THE NETWORK

The Technoshamanism network exists since 2014. The network has published one book and organized two international festivals held in the south of Bahia (these were produced in partnership with the Pataxó from indigenous villages Aldeia Velha and Aldeia Pará – these villages are near Porto Seguro, where the first Portuguese caravels arrived in the year 1500). The third festival is planned for August 2019 in Denmark.

Technoshamanism arises from the confluence of several networks deriving from the free software and free culture movements. It is promoting meetings, events, DIY ritual performances, electronic music, foodforest and immersive processes, remixing worldviews and promoting the decolonization of thought. The network brings together artists, biohackers, thinkers, activists, indigenous and indigenists promoting a social clinic for the future, the meeting between technologies, rituals, synergies and sensitivities.

Keywords: free cosmogony, ancestorfuturism, noisecracy, perspectivism, earthcosmism, free technologies, decolonialism of thought, production of meaning and care.

THE MEETING

We will meet in Axat, south of France, in the space and association Le Dojo, a house that brings together artists, activists, and others since 2011, from October 5-8. The meals will be collective and shared among the participants. The lodging costs 2 euros/day per person. To get to Axat, you need to take a transport to the nearby towns (Carcassone or Perpignan) and then a local bus for one euro. Timetable (in French)

http://axat.fr/horaires-bus/;http://axat.fr/wp-content/uploads/2015/10/ST_29072015-_Ligne_53_-Carcassonne_Axat_horaires.pdf

http://www.pays-axat.org/iso_album/ligne_100_quillan_-_perpignan_septembre_2013.pdf

THE OPEN CALL

If you are interested in getting to know further the Technoshamanism network, go deeper into ancestry and speculative fiction, we invite you curious people, earthlings, hackers, cyborgs, among other strangers from this anthropocene world to join our meeting bringing your ideas, experiences, practices, etc. Send us a short bio + proposal containing up to 300 words to the email xamanismotecnologico@gmail.com. The open call ends September 18.

Do not hesitate to come back to us for any doubt or comment. Welcome to the Tecnoshamanism network!

LINKS/LIENS

Blog https://tecnoxamanismo.wordpress.com/blog/

Questionário sobre o tecnoxamanismo / Questionnaire sur le Tecnochamanisme/ Questionnaire about Tecnoshamanism  https://tecnoxamanismo.files.wordpress.com/2018/06/questionnaire-about-echnoshamanism.pdf

Book/Livre/Livro https://issuu.com/invisiveisproducoes/docs/tcnxmnsm_ebook_resolution_1

Sobre o primeiro festival /About the first festival / Sur le premier festival                 http://tecnoxamanismo.com.br/

https://tecnoxamanismo.wordpress.com/2017/06/29/technoshamanism-in-aarhus-rethink-ancestrality-and-technology/

https://archive.org/details/@tecnoxamanismo

About the Dojo / Sur le Dojo/ Sobre o Dojo https://www.flickr.com/photos/ledojodaxat/

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Switzerland/ Suisse/Suiça – 2016