Hamadríade Súcubo- Encontro de TCNXMNSM _SP

Meta-performance Sue Nhamandu Guima San eletrofitologia Milze Kali perfuração Paloma Klisys Projeçõe raizes urbanas Fluxs Paulinho laz3r_ e atmosfera luminosa

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Tranz_3xpecyfy(cydades) e hiperflu(xos) _ídos

 

Por Sue Nhamandu

 

Meta-performance: Guima San eletrofitologia, Milze Kali perfuração Paloma Klisys Projeções raizes urbanas Fluxos Paulinho laz3r_ e atmosfera luminosa, Proposição e Corpo Sue Nhamandu.

Foto: Rafael Frazão

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“ como prodígios de beleza , poetizando sobre a maneira como as plantas atraem os insetos a se insinuarem por seus órgãos genitais para beber o néctar oculto e assim deixar no estigma   de suas pétalas o pólen fecundante trazido das anteras de alguma flor distante” Tompkins e Bird A vida secreta das plantas

 

Meu CID  é transtorno de identidade de espécie, a traz_especificidade é o que há de libertário na transgenética. Mas a plantinha é uma performer?Existe espécie mais tech que as plantas?Quem vai querer o copyright do meu corpo, ainda não nasceu. Quando penso em Marcel Vogel, nas telas de cristais líquidos, fica ainda mais indissociável a característica ancestral, e futurística das plantas com sua internet de fungos na terra. Tompkins narra em  A vida secreta das plantas um instante decisivo no curso de Vogel na IBM sobre criatividade, quando um de seus alunos lhe entrega um artigo de Backster nomeado “ As plantas têm emoções?” a princípio reticente com a possibilidade de charlatanismo ele cede aos experimentos, e chega a conclusões similares entre elas  que as plantas reagem aflitas a atos de violência reais ou ameaças cometidos contra elas. Vogel fica particularmente excitado com a ideia de armazenar energia psíquica, ou até mesmo descobrir o momento exato registrável em que uma planta se comunica com um ser humano. “ a interação do filodendro e Vogel pareceu-lhe análoga á do encontro de amantes”

 

As plantas não só captam emoções como emanam forças energéticas que nos são benéficas e absorvem as que irradiamos se beneficiando. “ O sentimento de hostilidade , de negativismo, numa audiência, comenta Vogel, é umas das barreiras à comunicação efetiva(com as plantas)” Certa vez Vogel recebeu um grupo de psicólogos céticos e programadores de computador, o grupo conversa por mais de uma hora, sobre os assuntos mais variados sem obter resposta das plantas. “ Quando todos já estavam convencidos de que tudo não passava de tapeação, um deles sugeriu:  “ Que tal falarmos de sexo?” Para surpresa geral, a planta deu sinal de si e a ponta que traçava o gráfico começou oscilar ferozmente” (pág 43) Partindo dessa informação que a planta reage ao orgônio, ele sugere que os ritos de fertilidade sobre a semeadura provavelmente estimulavam mesmo  crescimento das plantas. A resposta psico-galvânica não existe apenas nas plantas, mas pessoas com poderes meditativos também possuem grande comunicação espectro eletromagnética.

 

Vogel acreditava que suas pesquisas com plantas podiam levar crianças a aprenderem amar. A infância é uma etapa imune a idéias pré-concebidas , Vogel queria desenvolver a percepção intensa das forças invisíveis nas crianças. Porque com elas e com pessoas em estado medidativo a comunicação com as plantas se dá de forma clara e evidente.

 

Nunca desejei ter um piercing. Embora faça performances de auto-mutilação com fogo a perfuração sempre me causou aflição, sobretudo, nos seios. Quando comecei estudar a pós-pornografia em uma performance da Diana Torres ouvi “ el dolor como terapia”, e percebi que essa característica era presente na minha existência. O texto do Foucault, na verdade a entrevista ética do cuidado de si onde a experimentação com a  sexualidade evidentemente aparece como uma forma de prática de liberdade; somado a possibilidade de praticar o pornoterrorismo, me despertaram o desejo de transmutar um aflição em gozo. O exercício auto proposto de transformar afetos, e experimentar com meu erotismo fizeram a sexualidade como manifestação da criação artística um território de radicalidade na minha existência.

 

Passei a me masturbar diariamente pra um vídeo de perfuração no seios que achei no youtube, fazia-o até gozar e ejacular. Embora no primeiro mês retraisse os músculos, aflitasse com a língua o som de “ffsss” e me arrepiasse os pêlos, no final de um mês eu ficava molhada só de ligar o video, e no fim de 4 meses a ideia de gozar com a perfuração já me era possível. Embora tenha temido não conseguir até o instante exato do ato.E dado a consciência real da dor, hoje acredito ser necessário repetir a preparação para tornar a repetição da proposição da meta-performance possível em um segundo fenômeno performático.

 

A persona que o cavalo-corpo recebe pra viver o estado performático, é a Dríade Súcubo, uma mistura de entidades de mitologias distintas num movimento tcnxmniko de  cosmogonia livre. A entidade demoníaca feminina que invade os sonhos dos homens roubar seu esperma e sua energia vital( uma lenda medieval, que facilitaria a queima de bruxas na renascença) e que nomeia a morfologia botânica na parte específica do talo em que as folhas se encontram, nas hepáticas folhosas; e da entidade ninfa da mitologia grega, que habita os bosques que nasce e morre com a árvore a qual está conectada.

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foto Guima San

Acho conveniente ressaltar que a caça às bruxas é um período político feminicida que foi necessário para a instauração do heterocapitalismo através da matança de mulheres muitas  curandeiras, e ou matriarcas , e parteiras. Com finalidade clara de extinguir tecnologias rituais e de relacionamento. Além de garantir a medicalização dos partos e poder aos médicos. Bem como a categorização da mulher como a primeira classe social, a classe reprodutora que vai, gerar e criar os filhos de um único pater, bem como gerenciar todos os afazeres domésticos de forma gratuita e invisível, servindo de prêmio de consolação por tanto a operário que terá sua mais valia afanada na indústria. O controle patriarcal heterocapitalista é o controle da natureza e da mulher.

 

O Queer como sabemos é um termo originalmente ofensivo, que performativou, e hoje inclui uma infinidade de culturas do universo LGBTTI. Neste contexto se encontram a drag tranimal Hamadríade Súcubo, se insere com tonalidades surrealistas no ambiente queer. Uma ficção de corpo expandido que dialoga com a realidade especulativa da nanotecnologia e a revolução que significa a trans-especificidade no transhumanismo pra discussão tão batida das binaridades de gênero.

 

O conceito de indivíduo é mays  uma  das ficções nas quais nos inserimos, e que às vezes chamamos arbitrariamente de realidade. Ou seja, a realidade é uma ficção dominante. Os processos de ressignificação linguísticas oferecem ferramentas de alianças de resistência. O sujeito é um modelo de subjetividade liberal e marxista, de relações antagônicas entre produção e reprodução, um sujeito autônomo, progressista, heroico e militante. O oposto é o corpo radicalmente dependente, que só se constroi em relações. O sujeito é uma ficção liberal. Onde o corpo sujeito vulnerável ameaçado é sempre uma constituição relacional arquiteturada pra garantir a hegemonia do Mesmo apoiado pelas necropolíticas capitalistas.

 

10§ Nas culturas subalternas de resistência contra a dominação da normalização,  somos constituídos historicamente como experimentadores de tecnologias de produção de subjetividades. E  justamente por termos sido relegados às margens, temos que inventar outras técnicas de produção de subjetividades. Essas técnicas de produção de subjetividade são  muito importante pra saber agenciar os novos desafios de como construir a vida coletiva em nosso contexto econômico. Uma política transfeminista-hacker, que se opõe ao contexto geopolítico econômico tradicional que não se pergunta o que é identidade, mas como funciona? E como poderia funcionar de outro modo? Me interessa, portanto, conceituar a identidade como um código aberto do qual podemos nos apropriar coletivamente. E que não é uma identidade como essência ou arché, nem  como objetivo da ação política. Mas somente um dos códigos nos quais podemos intervir.

 

11§ A proposição meta-performática só foi possível graças  a  magia tecnológica da eletrofitologia do Guima San, e das tecnologia de perfuração da Milze Kali, e a estética favorecida pelo atmosfera luminosa do Paulinhos Fluxos, com frases lazer lascivas projetadas na cidade xanificando o falo do prédio do banespa. Um movimento sempre mágico são os encontros que rede do tcnxmnsm proporciona. Territótrios efémeros de alta produção cultural e troca de saberes. A plantinha escolhida pelo Guima tinha uma linda beringelinha, um enorme grelo, sua reações geravam luz e noise respondendo a ressonância mórfica psíquica de todos os presentes. São comunicações sensíveis por outras linguagens criando uma sinfonia afetiva, de um novo erotismo por construir.

 

“ A verdadeira matriz da vida humana é o relvado de que se veste a Mãe Terra.”

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